Defensoria quer derrubar liminar contra rolezinho em shopping


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Policiais militares nas imediações do Franca Shopping, no último dia 23 de janeiro, após um rolezinho no centro de compras
Policiais militares nas imediações do Franca Shopping, no último dia 23 de janeiro, após um rolezinho no centro de compras
A Defensoria Pública em Franca ingressou, na terça, com um pedido judicial para participar do processo movido pelo Franca Shopping para acabar com os “rolezinhos”. Os defensores querem derrubar a liminar que proibiu os menores de frequentar aquele local sem a presença dos pais ou autorização judicial. 
 
Para a Defensoria, ao exigir que os menores estejam acompanhados, a liminar fere o direito de ir e vir do cidadão, previsto na Constituição. “Na nossa visão, essa decisão viola uma série de direitos dos adolescentes. Entre eles, a liberdade de ir e vir, o direito ao lazer e o direito à reunião pacífica. Todas as crianças e adolescentes de Franca estão sendo impedidos de frequentar espaço privado de acesso ao público da cidade, mesmo que nada tenham a ver com os chamados ‘rolezinhos’”, disse o defensor público, Luciano Dal Sasso Masson, que junto com outros oito defensores assinou a petição feita à Justiça.
 
Para ele, não é justo que todos os menores sejam impedidos de frequentar livremente o shopping por conta do comportamento inaceitável de alguns. “Não somos a favor dos rolezinhos. O que queremos é que os jovens que participam deste tipo de ação sejam identificados e punidos. Se algum excesso ocorrer, defendemos que eles sejam individualmente responsabilizados. O que não podemos admitir é uma decisão que atinja a todos os jovens de maneira indistinta”.
 
Segundo o defensor, o pedido foi protocolado na 4ª Vara Cível de Franca. “Neste primeiro momento, a juíza deve analisar nossa intervenção no processo. Para só depois, passar ao estudo do nosso pedido de revogação da liminar.” Não há prazo para o julgamento. 
 
A superintendente do Franca Shopping, Vanessa Nery, em nota, disse que não concorda com a visão dos defensores públicos. “Entramos com o pedido da liminar como medida de segurança, no intuito de coibir as ações de tumulto de jovens que estavam ocorrendo as sextas-feiras aqui no Franca Shopping, assustando nossos lojistas e clientes. É uma medida de prevenção, que infelizmente tivemos que tomar. Porém, não impedimos a entrada de menores, eles podem, sim, frequentar o shopping, desde que acompanhados de um responsável”. 
 
Para reforçar seu posicionamento, ela disse que, desde que a liminar passou a valer, o movimento de jovens aumentou. “Às sextas-feiras, temos recebido diversas visitas de famílias com jovens e crianças. Percebemos que esse público vem aumentando gradualmente com a mesma intensidade de outros dias da semana”. 
 
 

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