Sindicato dos Servidores de Franca tem contas bloqueadas pela Justiça


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O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca, Luís Fernando Nascimento, na obra da nova sede da entidade
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca, Luís Fernando Nascimento, na obra da nova sede da entidade
O Sindicato dos Servidores Municipais de Franca está com as contas bancárias bloqueadas. Segundo o presidente da entidade, Luís Fernando Nascimento, a ordem de bloqueio partiu da Justiça em uma ação de cobrança promovida por um advogado de São Paulo. 
 
Segundo Nascimento, no último dia 11, ele foi avisado de que todas as contas bancárias do Sindicato estavam bloqueadas e o dinheiro que havia nelas depositado foi entregue para um advogado de São Paulo. “Tomamos um susto. Tínhamos cerca de R$ 22 mil em caixa. Tudo foi confiscado pela Justiça para pagar o advogado”, disse ele.
 
Nascimento disse que, em 2010, o então presidente do Sindicato teria assinado um contrato de empréstimo de R$ 100 mil com o advogado paulistano Alysson Morais Batista Sena. Como as parcelas não foram pagas, o advogado procurou a Justiça, no ano passado, para reaver os valores. “O juiz entendeu que ele tinha razão e ordenou o bloqueio de todas as nossas contas. Estamos zerados agora”.
 
Fernando disse que não tinha conhecimento deste empréstimo e que só descobriu o contrato depois que o processo foi aberto. “Isso é coisa da administração passada. Não temos nada a ver com este contrato, mas agora pagamos a conta”. 
 
Para ter as contas desbloqueadas, o sindicato propôs um acordo. “Ele já havia recebido os R$ 22 mil que estavam nas contas. Nos comprometemos a pagar outras 19 parcelas de R$ 5 mil. Ele concordou”. No processo, a dívida final apontada pelo advogado era de R$ 398 mil, com o acordo, o sindicato deverá pagar R$ 117 mil. O acordo foi homologado pela Justiça, mas as contas ainda não foram desbloqueadas. “Estamos sem movimentação. Aguardando o desbloqueio”.
 
Com o confisco dos valores, o sindicato acabou sem recursos para tocar as obras da nova sede. A construção, na rua Prudente de Morais, na Cidade Nova, foi interrompida depois de o prédio ser penhorado, em novembro de 2011, por conta de dívidas que o Sindicato contraiu com a empresa de cartão de crédito Valecon. Em 2013, um acordo evitou que o imóvel fosse a leilão. No final do ano passado, depois de quase dois anos parada, a construção foi retomada. E agora, está novamente suspensa e não há previsão de quando serão retomadas. “Agora ficamos sabendo de mais dois processos de cobrança movidos pela Nova Central de Trabalhadores do Estado de São Paulo, que cobra R$ 100 mil do sindicato. A Justiça nos deu 15 dias para efetuar o pagamento, mas não temos dinheiro”. O sindicalista deve tentar uma renegociação. “O ideal seria que eles parcelassem os débitos”. 

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