A declaração do Imposto de Renda ainda gera dúvidas e amedronta boa parte dos brasileiros. Falta de organização de documentos, descuido com prazos disponíveis e, por incrível que pareça, erros infantis fazem com que muitos caiam na temida malha fina.
A Secretaria da Receita Federal divulgou que todos os que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 26.816,55 em 2014 devem prestar contas entre os dias 2 de março e 30 de abril. Muitos, entretanto, não tomam cuidado e, por desinformação, fornecem informações equivocadas. Entre os erros comuns está um sério, inclusive da parte de empresas: arredondamento dos valores.
A coleta de dados da Receita é extremamente precisa e detalhada. Ou seja, cada centavo deve ser especificado, já que arredondar para mais ou para menos pode gerar divergências e ser entendido como tentativa de burla ao sistema.
Tanto pessoas físicas quanto bancos, seguradoras, planos de saúde e demais instituições devem tomar esse cuidado, para evitar desentendimentos com o ‘Leão’.
Ainda falando sobre empresas, outro equívoco presente nas declarações de IR é o conflito de informações contidas no CNPJ do estabelecimento e no CPF do proprietário. Estes dados estão atrelados. Já no caso específico de pessoas físicas, o ‘excesso’ pode atrapalhar: não é incomum encontrarmos a inclusão de filhos como dependentes nas declarações tanto do pai quanto da mãe. Isto gera duplicidade de informações, o que também é identificado pela malha fina.
Atenção a prazos, organização dos documentos e, claro, conhecimento dos erros mais comuns são fundamentais para evitar imprevistos. Em poucas horas dedicadas o brasileiro cumpre seu papel sem se complicar em procedimento tão rotineiro.
Dora Ramos
Educadora financeira e especialista em contabilidade e controladoria
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