O médium Divaldo Franco, 87, atraiu cerca de 5 mil pessoas para uma palestra gratuita no último domingo, 22, no ginásio poliesportivo do colégio Pestalozzi. Com os portões abertos desde as 18h30, o local ficou lotado de adeptos e simpatizantes da doutrina espírita, que se acomodaram na arquibancada, em cadeiras e até mesmo no chão.
Apresentações musicais do Coral Juvenil “Evaldo Braga” e do tenor Saulo Couto abriram o evento. Divaldo subiu ao palco às 20 horas, após sessão de autógrafos com fila extensa. A palestra, anunciada como tema livre, teve citações a figuras históricas do Império Romano, passando pelo legado de Jesus Cristo e também por referências a Chico Xavier.
Na plateia, muitos seguidores fizeram questão de comprar mais algumas obras para completar suas coleções. A bancária aposentada Maria Rita Dias de Sousa, 62, levou para casa 3 DVDs e 6 livros autografados por Divaldo, a quem acompanha há 35 anos. “Ele me mostra a parte da fé associada à parte da realidade da vida da gente”, disse Maria.
E não foram somente os francanos que compareceram ao evento. Além de moradores de cidades vizinhas, admiradores de localidades mineiras, como Alfenas e São Sebastião do Paraíso, e de outros pontos do Estado de São Paulo, como Presidente Prudente e Paulo de Faria, também marcaram presença.
Iniciado em Goiânia (GO), o roteiro de Divaldo Franco passou por Caldas Novas (GO), Itumbiara (GO), Uberlândia (MG) e Uberaba (MG), antes de chegar a Franca, onde foi encerrado. Em todas as cidades em que passou, a comoção e o número de presentes chamaram a atenção.
Representante do Idefran (Instituto de Divulgação Espírita de Franca), Fernando Falleiros comentou a respeito dos 5 mil presentes: “O povo está ficando cansado da matéria, por isso vem”.
Para o técnico químico Arno Lopes, 49, a notoriedade do palestrante se deve por ele não ficar apenas na teoria. Divaldo mantém, dentre outros projetos, a Mansão do Caminho, em Salvador (BA), que se dedica a dar lares substitutos a crianças e jovens. “Além do conhecimento, ele tem a prática, projetos sociais, não são só palavras... Isso credencia a divulgação da doutrina espírita”, afirmou Arno.
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