Oportunidades perdidas


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É notável a revitalização do mercado imobiliário americano, em especial se considerarmos o pouco tempo desde a crise de 2008. Empreendimentos imobiliários estão entre iniciativas daquele governo para atrair capital externo. Concede-se o green card a quem investe US$ 500 mil e gera, ao menos, dez empregos. Em 2014, dos US$ 92 bilhões em imóveis vendidos a estrangeiros, 2% tiveram investimentos de brasileiros. 
 
Aqui, desperdiçamos oportunidades. Perdemos, para os norte-americanos cerca de US$ 1,8 bilhão em investimentos por ano. Dentre as causas estão infraestrutura precária e insegurança jurídica. As pessoas adoram facilidades dos Estados Unidos: excelentes aeroportos; estradas ultrasseguras; ótima mobilidade; farta distribuição de energia; segurança no ir e vir; educação e respeito das pessoas. Também, o poder de planejamento e geração de negócios. No Brasil, falta infraestrutura, planejamento e eficiência. Não é possível uma estação de metrô — a Fradique Coutinho, em São Paulo — demorar nove anos para ser inaugurada. Paris tem uma estação para cada 7 mil habitantes. São Paulo, uma para cada 168 mil!
 
Empresários investem onde há segurança. No mercado imobiliário, vale ainda mais. É setor de capital intensivo e panorama de longo prazo. Todos os projetos são cercados de estudos prévios que visam aprovação e aceitação do mercado. Levam-se anos para aprovar e lançar, especialmente os projetados para regiões ambientalmente sensíveis. Mesmo assim, vários empreendimentos aprovados e licenciados são questionados e embargados em juízo, provocando prejuízos sociais, econômicos e ambientais. Temos enorme potencial de crescimento. Somos privilegiados em recursos naturais, considerados o país mais empreendedor do G20 e contamos com um dos mais simpáticos povos. O que falta é eficiência na gestão pública e segurança para investimentos de longo prazo. 
 
Luiz Augusto Pereira de Almeida
Diretor da Fiabci/Brasil e da Sobloco Construtora

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