Ausência de qualquer espaço de lazer, mato alto tomando as calçadas e buracos pelas ruas. Essa é a situação de abandono do Jardim Palma. O programa Hora da verdade itinerante esteve ontem no bairro e registrou diversas reclamações dos moradores dessa região. Com apresentação de Leandro Vaz e comentários do jornalista Corrêa Neves Jr, o programa da rádio Difusora AM foi transmitido da rua Romualdo Pirro. O estúdio móvel ficou bem ao lado das áreas que poderiam ser praças, mas estavam tomadas pelo mato, lixo ou depredadas.
“Aqui falta tudo. Só tem mato, não tem uma área de lazer, um banco para sentar, não tem nada! Os políticos pedem voto, mas não cumprem as promessas”, disse revoltado o funcionário público, Francisco Carlos Barcelos, 56. A dele, muitas outras vozes se somaram e a frase “aqui falta tudo” foi repetida por vários dos entrevistados.
Outro ponto crítico apontado pelos moradores é que o mato alto traz o risco de proliferação de dengue e animais peçonhentos. “Quando não limpamos nossos terrenos, a Prefeitura intima o proprietário e dá um prazo. Mas quando vão limpar as calçadas e os terrenos que estão tomados pelo mato e são áreas públicas?”, cobrou o sapateiro, Carlos Fernando, 51.
Diante das várias reclamações de moradores, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que as queixas sobre o mato no Palma foi enviada para a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente.
Na avenida Leila Scarabucci Guimarães, há mais de um ano funcionava um centro com atividades recreativas de contraturno escolar, organizadas pela entidade Amor e Vida. Agora, terra, folhas secas e até pombos mortos podem ser encontrados na área. No interior, ainda existem materiais esportivos e computadores jogados em um canto.
De acordo com Jane Lellis, diretora de Divisão de Proteção Social Básica da Secretaria de Ação Social, no espaço era desenvolvido o programa Sementes do Amanhã. A parceria foi encerrada no ano passado. “Não tinha uma estrutura física adequada e a demanda era baixa”, disse.
A tesoureira da ONG Amor e Vida, Fátima Andrade, disse que está sendo feita uma negociação com a Prefeitura para que a unidade vire uma creche. Questionada a respeito, a assessoria de imprensa da Prefeitura surpreendeu pela falta de objetividade e dados em sua resposta. Disse apenas que “ao que consta” a área é pública e que “não foi possível apurar maiores detalhes quanto a projetos futuros de ocupação desse espaço”. A pergunta que fica é: se a própria prefeitura não sabe informar com certeza se uma área é pública ou não e que uso dar a ela, quem poderia?
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