A 44ª edição do horário de verão brasileiro termina à zero hora deste domingo, 22 de fevereiro. Os moradores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e do Distrito Federal irão ganhar uma horinha a mais no fim de semana, pois devem atrasar seus relógios em uma hora. Segundo a CPFL Paulista, a economia de energia elétrica registrada nos 126 dias de vigência do horário especial, nas 234 cidades do interior paulista abastecidas pela companhia, foi de 80.280 MWh, o que daria para abastecer uma cidade com o porte de Franca por 41 dias.
O horário de verão de 2014/2015 teve início em 19 de outubro do ano passado. O montante economizado nos pouco mais de quatro meses em que a iniciativa foi praticada representa uma redução de 0,42% no consumo de energia elétrica. A porcentagem da queda na demanda no horário de pico foi ainda maior, 2,65%. Durante o horário de verão de 2013/2014 a economia registrada nas cidades atendidas pela CPFL Paulista foi de 55.838 MWh, o que abasteceria Franca por 29 dias.
A economia na área atendida pela CPFL daria ainda para abastecer Campinas por oito dias, Ribeirão Preto por 14 dias ou São José do Rio Preto durante 21 dias. A economia é possível em razão do melhor aproveitamento da luz natural, já que essa defasagem de uma hora torna os dias “mais longos”.
No início de fevereiro, o governo federal chegou a estudar a ampliação do horário de verão por mais um mês por conta da crise hídrica e no setor elétrico. Mas a extensão foi descartada pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que avaliou que não valeria a pena estender o horário diferenciado já que algumas localidades do país ficariam com um período da manhã mais escuro, acarretando mais consumo de energia.
O Brasil adotou o horário de verão pela primeira vez em 1931, mas a alteração só passou a ser praticada de forma contínua há 28 anos. Países como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Estados Unidos e os membros da União Europeia também alteram o horário durante o verão para aproveitarem melhor a luz solar (leia mais na Página 3B).
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