O risco no trânsito em dois cruzamentos no bairro Cidade Nova tem causado indignação nos motoristas e comerciantes das redondezas. O publicitário Gustavo Nassif Alves Rodrigues, 33, tem um escritório na esquina da rua Afonso Pena com a Álvaro Abranches. Desde o começo do ano, ele contou seis acidentes no local, o que significa a ocorrência de uma colisão por semana. Revoltado com a situação, apelou para a internet.
Em uma rede social, ele cobra uma solução da Prefeitura de Franca e coloca fotos de acidentes acontecidos com a diferença de uma semana. Ele propõe até fazer uma linha cronológica para registrar a alta frequência de colisões. “Na quarta-feira, uma motociclista foi derrubada por um carro no cruzamento e teve que ser socorrida pelo resgate. Nessas batidas, já até atingiram meu carro, que estava estacionado. É uma rotina esse tipo de problema”, afirmou Rodrigues.
A proprietária de uma loja de sapatos na mesma esquina teme que algum veículo invada seu estabelecimento numa dessas batidas. “Já aconteceu de carros subirem na calçada após acidentes. Ontem (quarta-feira), a motociclista voou e veio parar aqui na porta da loja. Acho que a saída seria colocar um semáforo”, sugere a comerciante Monise Abou Ali, 31.
Outro problema são os carros estacionados na Álvaro Abranches, que dificultam a visão dos motoristas que sobem a Afonso Pena. Para a lojista, isso é o que causa a maioria dos acidentes. No momento em que a reportagem esteve no local nessa quinta-feira, muitos carros avançaram até quase o meio da rua para ter visão do trânsito e cruzar a via.
Outro ponto crítico na Cidade Nova é o cruzamento da Afonso Pena com a José Marques Garcia. A presença de escolas na região aumenta o fluxo de carros. A dona de casa Silvia Paterniani, 45, estava ontem na Afonso Pena para buscar seu filho na unidade de ensino. “Aqui o fluxo de carros é muito grande e, para passar no cruzamento, também é difícil para ver quem está vindo”, disse.
Providências
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, prometeu avaliar o que pode ser feito para melhorar o trânsito nos dois cruzamentos. “Vamos fazer a contagem de fluxo e de ocorrências para ver se esses locais comportam a instalação de um semáforo”, disse. Buranelli ressaltou que, para evitar acidentes, é preciso também uma conscientização dos motoristas e respeito à sinalização.
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