Primeiro suplente do PSB, Marco Aurélio Ubiali não conseguiu se manter em Brasília e teve que deixar a Câmara Federal dia 1º de fevereiro, quando começou a nova legislatura. Seu afastamento da vida pública, no entanto, durou poucos dias. O médico assumirá hoje o cargo de ouvidor do vice-governador Márcio França (PSB), no Palácio dos Bandeirantes. Será uma espécie de vice do vice. Ubiali recebeu 77,9 mil votos nas eleições de outubro e chegou na quinta colocação entre os candidatos do partido, que conseguiu fazer quatro deputados. Ele esperava que pelo menos um dos eleitos fosse chamado para assumir alguma secretaria de governo em São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB) não chamou ninguém do partido e ele viu frustrados os seus planos. Limpou a gaveta em Brasília e voltou para Franca. Sua esperança de continuar na política se concentrou no amigo e presidente estadual do PSB, Márcio França. Eleito vice-governador, ele assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Era considerado como favas contadas que arrumaria uma “boca” para Ubiali no governo. Ambos são próximos e se ajudaram nas eleições de 2014. Márcio França não deixou o amigo na mão. “O vice terá uma ação mais efetiva a partir de agora. Serei mais do que o braço direito dele. Será montada uma espécie de Casa Civil no gabinete do vice. Serei o coordenador dos trabalhos e vou receber prefeitos, vereadores e autoridades em geral para ajudar a resolver as demandas que chegarem”, disse Ubiali.
Ano novo, vista nova: Ubiali chega ao governo com uma nova visão. Ele passou por uma cirurgia de cataratas, realizada em Belo Horizonte há 14 dias, e está enxergando melhor.
Me ajuda, aí!: Se Ubiali conseguiu descolar uma vaguinha no governo do Estado, o mesmo não se pode dizer de Gilson de Souza (DEM). Terceiro suplente da coligação, não viu ninguém à sua frente ser chamado para ser secretário ou assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Embora tenha sido um aliado fiel do governador, não há sinalização do Palácio dos Bandeirantes de que poderá ser contemplado com algum cargo. Seu mandato como deputado termina dia 14 de março.
A fila andou. Um pouquinho: Adérmis Marini (PSDB) continua sonhando em se tornar deputado federal. Oitavo suplente da coligação, ele se animou ao ver três suplentes serem chamados para assumirem vagas de eleitos, que se tornaram secretários de Estado. Hoje, o vereador pulou para quinto na fila. Ainda estão na frente dele: Roberto Freire (PPS), Pollyana Santos (PPS), Izaque Silva (PSDB) e Soninha Francine (PPS). Adérmis espera que as eleições municipais de 2016 possam ajudá-lo...
Sabatina: Por conta do Carnaval, a sessão da Câmara será realizada hoje. O secretário de Planejamento e Urbanismo, Nicola Rossano, é esperado no plenário, às 10 horas, para dar explicações sobre as denúncias de fraudes envolvendo a construção de quatro creches da Prefeitura.
Partido novo: Desligado da equipe de assessores de Gilson de Souza, ano passado, Marcelo Tidy assumiu o comando do Pros (Partido Republicano da Ordem Social), dos irmãos Cid e Ciro Gomes, em Franca. Tidy promete vir forte como candidato a vereador em 2016.
Arco-íris: Depois do Outubro Rosa e do Novembro Azul, a Câmara votará projeto, hoje, que implanta no município o “Maio Amarelo”. A proposta, apresentada por Luiz Vergara (PSB), prevê a adoção de ações de prevenção para reduzir acidentes de trânsito.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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