Tristeza marca enterro de vítimas


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Com as mãos na cabeça, Ananias Ferreira acompanha o enterro de seu irmão Gabriel: ele testemunhou a tragédia com a família
Com as mãos na cabeça, Ananias Ferreira acompanha o enterro de seu irmão Gabriel: ele testemunhou a tragédia com a família
As quatro pessoas mortas no acidente da tarde de domingo foram enterradas na manhã de terça-feira. Os corpos de Gabriel Otávio Ferreira, da sua mulher Cleusa Ferreira e das filhas Beatriz e Bruna foram velados no Ginásio Poliesportivo do Jardim Aeroporto, onde moravam. 
 
Durante toda a madrugada de terça-feira, o ginásio esteve lotado de parentes e amigos. Por volta das 10 horas, os quatro caixões começaram a ser levados para o cemitério Jardim das Oliveiras, onde foram enterrados. 
 
Ao som do Credo e de músicas religiosas cantadas pela multidão, um a um dos caixões foram deixando o ginásio. A tristeza era evidente. Parentes e amigos tentavam se amparar e se abraçavam a todo momento. O último caixão a deixar o ginásio foi o de Gabriel. 
 
Um enorme cortejo se formou pelas ruas da cidade. Eram quase 10h30 quando os quatro carros funerários chegaram ao cemitério. Lá, tendas foram montadas para que parentes e amigos pudessem dar o último adeus. 
 
No meio de todos, um choro chamava a atenção. Era Maria Ferreira, de 80 anos, mãe de Gabriel e avó das meninas. Amparada por parentes, ela fez questão de se despedir de cada um dos caixões. Chorando muito, disse adeus ao filho, à nora e às netas. Depois acompanhou o enterro de cada um deles. 
 
Nem a chuva forte que caiu foi capaz de espantar os presentes, que permaneceram no cemitério até que o último caixão fosse enterrado.

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