Morreu às 14 horas de ontem, no Hospital Especializado em Queima-dos, de Ribeirão Preto, o co-nhecido e respeitado advogado Fulgêncio Alves Taveira. Segundo a família, no sábado, ele sofreu um acidente doméstico que resultou em queimaduras graves em 45% de seu corpo. Foi imediatamente socorrido e internado na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Franca.
Seu quadro de saúde se agravou entre segunda e terça-feira. Na tarde da terça, dia 17, foi transferido para hospital ribeirão-pretano especializado no tipo de socorro e tratamento que seu organismo exigia. Na madrugada, foi acometido por parada cardiorrespiratória, sofreu manobras de ressuscitação e teve que ser entubado, passando a respirar por apare-lhos. Seu organismo não rea-giu mais. O óbito foi registrado às 14 horas de ontem, quarta-feira, dia 18.
Tinha 86 anos. Deixou viúva, Julieta Elias Taveira depois de 62 anos de casamento, três filhas (Aparecida Yara, casada com Marcos Foroni; Heloísa Helena; Evelina Célia, casada com João Rodrigues Chagas Neto), nove netos (Marcos César, casado com Érica; Marcela, casada com Hilton Sampaio; Marcel; Laura, casada com Paulo Henrique Lourenço; Lívia, casada com Rodolfo Bertelli Lopes; Luciano, Vinícius, André e Emília), e quatro bisnetos (Beatriz, Larissa, Fábio e Lorena).
Bacharel em advocacia pela Municipal de Direito em 1976, abriu escritório e advogou até sua morte. Integrou a Loja Maçônica ‘Amor à Virtude’ por 50 anos, e foi seu orador por bom tempo. Foi, porém, a Santa Casa de Misericórdia de Franca sua grande paixão de benemerência. Atuou lá por 55 anos, segundo contou o atual provedor do hospital, José Cândido Chimionato.
‘Fulgêncio foi um homem íntegro, moral e ético, cumpridor de suas responsabilidades e determinante na vida da Fundação Santa Casa’, disse. Ano passado, o hospital lhe prestou homenagem por sua dedicação total à instituição, entregando-lhe botton, placa comemorativa e diploma de mérito. ’Fulgêncio foi secretário executivo e administrador por anos, tendo atuado neste período com o provedor Antônio Della Torre. Também comandou o departamento jurídico da instituição. Atualmente, atuava como consultor. Nós o chamávamos de ’história viva da Santa Casa’, e essa voz da história — e, por que não dizer — das alegrias e tristezas que o hospital enfrentou e enfrenta diuturnamente para manter-se de pé, se calou, não sem antes deixar exemplos de trabalho e determinação que haveremos de seguir sempre’, completou Chimionato. Nas poucas horas vagas de sua agenda de causas a defender, problemas a resolver na Santa Casa e dedicação à família, o advogado Fulgêncio dedicava a hobby que manteve por muitos anos: a filatelia. Sua sobrinha-neta, Fátima Borges de Freitas Torralbo, disse que ele era ’um pai amoroso, marido presente e cuidadoso, avô e bisavô preocupado e atencioso. Com ele, aprendemos o valor do respeito, da correção e da ética em tudo, em cada passo da vida. A saudade já bate forte’.
O corpo de Fulgêncio foi transladado de Ribeirão Preto a Franca na noite de ontem, seguindo-se velório na sede da Loja Maçônica ’Amor à Virtude’, na rua General Carneiro. O sepultamento acontecerá no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Nova Franca, às 14 horas desta quinta-feira.
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