Um grave acidente deixou cinco pessoas mortas na rodovia que liga Franca a Cássia, na tarde do último domingo, 15. Quatro dos envolvidos estavam no mesmo veículo, pertenciam à mesma família e eram moradores do Jardim Aeroporto I, em Franca. A quinta vítima estava sozinha no carro e era moradora de Pratápolis (MG).
Segundo informações da Polícia Rodoviária de Passos, que atendeu à ocorrência, chovia muito no momento do acidente. Um dos veículos envolvidos, um Volkswagen Voyage, de cor bege e placa BGK-4364 de Franca, era conduzido pelo garçom Gabriel Otávio Ferreira, 48, e ocupado por sua mulher, a gerente de uma padaria Cleusa de Souza Ferreira, 49, e suas duas filhas, Beatriz e Bruna de Souza Ferreira, de 15 e 12 anos, respectivamente. O outro carro, um Fiat Palio de cor prata, com placa EWL-1576 de Pratápolis, era dirigido por Euclides Faustino da Silva, 44. De acordo com a polícia mineira, o Voyage seguia no quilômetro 10 da rodovia MG 444, nas proximidades da cidade de Cássia, sentido Capetinga-Cássia, quando o Palio, que transitava pelo sentido oposto, teria batido na lateral do primeiro carro. Com o impacto, os dois veículos envolvidos pegaram fogo e as cinco vítimas morreram carbonizadas. A Polícia Civil de Cássia investigará o caso.
Pais e filhas estão sendo velados no Ginásio Poliesportivo do Aeroporto III desde o fim da tarde de ontem e devem ser enterrados hoje, às 10 horas, no cemitério Jardim das Oliveiras, com os trabalhos da Funerária Nova Franca.
O radialista da Difusora AM Marcelo Valim conversou com uma sobrinha de Gabriel na manhã de ontem. Ela relatou que a família seguia para a cidade mineira de Capitólio (MG), onde iriam visitar o pai de Gabriel, que tem 90 anos e estaria bastante doente. “Estamos em pânico. Não dá pra acreditar. A ficha não caiu. A família inteira de uma vez é muito trágico. Meu outro tio (irmão do Gabriel) estava voltando de Capitólio quando viu o carro pegando fogo e reconheceu que era do tio Gabriel. Ele até queria tirar eles de lá, mas o fogo estava muito alto”, disse a sobrinha, identificada apenas como Caroline. A reportagem da Difusora também tentou contato com o irmão da vítima que teria flagrado o carro da família pegando fogo, mas ele preferiu não falar com a reportagem por estar muito abalado.
Gabriel trabalhava há 18 anos como garçom na tradicional churrascaria Minuano, e era conhecido como “Maionese”. “No momento estou sem palavras. Até agora não estou acreditando. Uma pessoa que fica 18 anos em uma empresa não tem nem comentários para falar como ele era querido”, disse, muito abalado, o proprietário da churrascaria, Luiz Conte Sobrinho, ao Valim durante o programa Ronda 1030, da Difusora, ontem.
Cleusa também era funcionária antiga de uma padaria no Aeroporto I, onde trabalhava há 19 anos. “Ela completaria 20 anos de padaria em março. Ela já fazia parte da minha família. Era meu braço direito. O aniversário de 15 anos da menina dela (Beatriz) foi na semana passada, estavam todos tão felizes. Ela trabalhou no dia do acidente também tão alegre. Como eu iria imaginar que ela morreria naquele dia, ela estava sorrindo...”, disse, também emocionado, o proprietário do estabelecimento, Sebastião Reis.
Colaborou Marcelo Valim
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