Morreu no Hospital São Joaquim no domingo, 15 de fevereiro, 12h45, o respeitado e conhecido advogado, contabilista e professor Emílio Rodrigues Garcia. Por 24 dias esteve internado no Hospital São Joaquim — ‘primeira e definitiva internação’, segundo a família — em tratamento de câncer diagnosticado há nove anos.
Deixou viúva a professora Enoy Nery Rodrigues. Foram 54 anos de casamento, quatro filhos (Eugênio, professor; Telma, diretora de Recursos Humanos do grupo Magazine Luiza, casada com Wilson Geron; Enrico Nery, maestro; Eduardo, policial militar e professor, casado com Denise Baraldi) e seis netos (Elisa, Pedro, Bárbara, Victor, Alexandre, Lucas).
Como bancário, traba-lhou no Comind (Banco do Comércio e Indústria de São Paulo) e no Banco Mercantil do Brasil. Determinado a alcançar o melhor para o exercício de sua carreira, suporte e segurança à família, formou-se contabilista pelo Ateneu Francano. Encerrou seu ciclo de atuação bancária em 1968, após formado bacharel em Direito pela Municipal de Franca e, quase paralelamente, professor pela Unesp, campus de Franca. Estagiou atuando ao lado do ex-prefeito de Franca e advogado, Flávio Rocha, e trabalhou em causas do Sindicato Rural de Franca até abrir o próprio escritório. Advogou até 2013, sem parar. Ainda há causas defendidas por ele e sua banca de advocacia em andamento. Como professor, deu aulas na Escola ‘Professora Maria Pia Silva Castro’, do Parque do Horto, em Franca. ‘Papai era um homem notável, culto e disponível, amigo de seus amigos, sempre pronto a ajudar na busca de soluções de problemas, especialmente para pessoas desprovidas de recursos’, disse Telma, sua filha. O irmão Enrico concordou. ‘
Fomos cuidados por ele e mamãe com absoluto cari-nho e respeito a nossos dons. Tivemos, dentro de casa, seus exemplos sérios e éticos para que nos espelhássemos. Estimularam-nos a que seguíssemos nossos cami-nhos zelando, primeiro, pelo respeito às pessoas e, só depois, com a determinação necessária, à concretização de nossos projetos e objetivos.’
A dedicação de vida inteira ao trabalho fez Emílio dono de grande — e duradoura — rede de relacionamentos. Muitos de seus clientes se tornaram amigos próximos. Sua viúva, Enoy, se lembrou da relação de amizade dele com o jorna-lista Corrêa Neves, e das várias viagens dos dois a São Paulo, ‘ocasiões em que Corrêa conseguiu convencer Emílio a submeter-se a check ups anuais de saúde. Aliás, foi exatamente desta forma que ele pode diagnosticar, ainda no início, câncer de próstata que foi tratado com adequação e estendeu sua vida em nove anos para nossa alegria e felicidade.’
Aposentados, dedicados aos netos, Emílio e Enoy iam com regularidade à propriedade da família em Rifaina (SP). ‘Era comum encontrarmos lá, no interior da casa, ninhos de canários, beija-flores. Ele, que era amante da cultura, das artes, da natureza, os queria livres, e, como em agradecimento, pássaros e flores proporcionavam a ele, canto, perfume e beleza’, completou Telma. O velório de Emílio aconteceu no São Vicente de Paulo, sala 1.
Para lá acorreram amizades de todas as épocas. O sepultamento foi realizado às 16 horas de ontem, segunda-feira, no Cemitério da Saudade.
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