‘Distritão’


| Tempo de leitura: 1 min
Os candidatos mais votados, independente de filiação partidária, serão os eleitos. Essa é a proposta contida no ‘Distritão’, sistema defendido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e que será apresentada pelo PMDB como parte da reforma política. Deixaria de existir o quociente eleitoral, onde partidos fazem determinado número de cadeiras e elas são atribuídas aos mais votados de cada sigla. Aprovada, não haverá mais parlamentar eleito com diminuta votação de partidos onde ‘puxadores de votos’ — como os falecidos Enéias e Clodovil, os atuais Tiririca, Celso Russomano e outros — arrastam inexpressíveis consigo. O povo nunca aceitou candidato mais votado não ser eleito e um pouco votado ocupar o lugar.  Se adotado o ‘Distritão’, o problema da representação será resolvido. As casas legislativas serão dos mais votados. Ficará mais difícil governos alçarem parlamentares à condição de ministro ou secretário de Estado para atrair partidos à sua fisiológica base aliada. 
 
Penso que o que poderia conferir ainda mais confiabilidade ao meio político seria a criação do senador, deputado e vereador vitalício, reservada apenas a ex-presidentes da República, ex-governadores de Estado e ex-prefeitos municipais. Comporiam esses um quadro especial dentro da casa legislativa e teriam assento até os 70 anos de idade para exercer atividade parlamentar empregando, em favor da sociedade, dos vastos conhecimentos que adquiriram quando governaram o país, o Estado ou o município. Certamente contribuiriam com a causa pública. Sem preocuparem-se em concorrer na próxima eleição, não teriam que transigir e nem conceder nada a ninguém. O lastro da experiência os tornaria esclarecedores e moderadores do processo legislativo. 
 
A reforma eleitoral é indispensável para remotivar o eleitor ao voto consciente e esclarecido. Sem, nossa democracia não chegará à efetiva maioridade...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários