Faltará água para abastecimento público em Franca este ano caso a Sabesp não tome urgentes e adequadas providências.
Os dados pluviométricos do període 1º de outubro de 2014 a 13 de fevereiro de 2015 (três quartos do período chuvoso) dizem isso. Choveu pouco e em regime mais concentrado que o habitual (menos dias de chuva e volumes diários maiores), elevando pouco o nível nas caixas d’água naturais, as encostas.
No ano passado, a gestão da água em Franca se deu, basicamente, através de opressão e de constrangimento: opressão, da opressão policial parando captações outorgadas pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) , de captações de pequenos usuários cujo sustento dependia daquela água. Constrangimento, do constrangimento de cidadãos por vizinhos e passantes por lavagem de carros, quintais etc, influenciados por intensa propaganda, ignorante ou enganosa, e pela imprensa, quase sempre equivocada, de que a falta d’água decorria da falta de chuvas nos meses de setembro e outubro (de 2014).
O real motivo, no entanto, foi o incorreto planejamento do abastecimento público, uma vez que se sabia, no início de 2014 (como se dá agora) que as encostas do rio Canoas dispunham de pouca água.
Há bastante disponibilidade hídrica bem Franca. Nossa situação é totalmente diferente da cidade de São Paulo.
Hoje, 15 de fevereiro, a Sabesp, concessionária do abastecimento a Franca tem cinco meses e meio para agir.
Seus engenheiros têm que engenhar para garantir água no auge do período seco deste ano (agosto), enquanto a captação no sistema Sapucaí-Mirim não entra em operação. É possível fazer gestão de recursos hídricos através de engenharia competente.
Até o momento, as ferramentas têm sido a oração, a omissão, o racionamento dissimulado e a sujeição imposta pela autoridade pela força, constrangimento, a propaganda enganosa, racionamento assumido, aumento de preços, punição...
Paulo Puccinelli
Engenheiro de minas, consultor em água e solo
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