A Quaresmeira, ou Tibouchina granulosa, é árvore discreta. Quando não está florida, quase não é notada. Mas quando o outono se aproxima, fica exuberante e tinge a cidade de roxo. Um “roxo-hematoma”, como bem definiu a jornalista Sonia Machiavelli, presidente do Conselho Consultivo do GCN, uma apaixonada por árvores e sempre atenta à florada das variadas espécies existentes em Franca.
A Quaresmeira tem esse nome porque sua maior florada ocorre entre fevereiro e abril e coincide com a Quaresma (período de 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, quando a Igreja Católica celebra a ressurreição de Cristo). Mas é comum florir em outras épocas do ano.
A quaresmeira é uma “baixinha” charmosa, mas não tem, como o dizem sempre das baixinhas “gênio difícil”. Ela é de fácil cultivo e é bastante presente na arborização urbana do Brasil. Seu uso em calçadas é comum, pois como tem o porte considerado pequeno, não prejudica a rede elétrica. Outra característica, é que ela é de fácil manutenção e provoca pouca sujeira.
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