Três dias após o espancamento, os investigadores do 3º DP identificaram a vítima que, em princípio, imaginaram ser um homem mais velho, tamanho o grau de deformação do seu rosto, e também apuraram os autores. Os dois agressores prestaram depoimento e confessaram a surra no “ladrão de galinha” para que não mais voltasse em sua casa.
O pai negou que tivesse agredido Guilherme, alegando que quando conseguiu alcançar seu filho (o primeiro a localizar o menino) já encontrou o corpo da vítima estendido no chão sem nenhuma reação. Como não houve flagrante, ambos foram liberados.
Diante da gravidade do caso, o inquérito policial foi transferido para a DIG. O delegado Márcio Murari ainda ouve testemunhas e espera laudos para enviar o processo à Justiça. “Estamos no aguardo do exame de corpo de delito da vítima. A ficha clínica foi encaminhada para o IML. Com o resultado, vou analisar se eles serão indiciados por tentativa de homicídio ou se por lesão corporal de natureza grave ou gravíssima”.
A polícia investiga se pai e filho tiveram ajuda de mais gente. Não há nenhuma prova de que Guilherme furtou as galinhas. “Não temos condições de afirmar se ele participou do furto. Ele segurava apenas latinhas. Mesmo se tivesse participado, não se justificaria esta agressão brutal que ele sofreu e que resultou no estado em que ele está hoje”, disse Murari.
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