Mesmo durante o período de férias, crianças chegavam a todo momento para sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Durante o período de férias, alguns serviços da Apae são interrompidos, mas há atendimentos que são mantidos mesmo nessa época. O setor de estimulação precoce é um caso e foi lá que a reportagem encontrou Carolina Queiroz e sua filha, Mariana, de um ano e seis meses.
Durante a gestação, conta Carolina, o diagnóstico do pré-natal indicava uma hidrocefalia na criança, que não se confirmou. Entretanto, Mariana nasceu com agenesia do corpo caloso, uma má formação na ligação entre os dois hemisférios do cérebro, que pode causar retardos no desenvolvimento psicomotor, entre outros problemas.
Os pais foram percebendo aos poucos que Mariana não dava atenção aos brinquedos e não sentava, mesmo aos seis meses de idade. Em agosto ela começou seu tratamento, com fisioterapia e estimulação constante. “Está sendo muito bom aqui, porque mostra uma expectativa de melhora, de que ela possa se desenvolver”, disse Carolina. “Não sei como ela será, se terá algum problema”.
O setor atende 20 crianças pela manhã e 28 à tarde, as acompanhantes são as mães, e em alguns casos as avós. Com 15 anos, passados praticamente todos eles dentro da Apae de Franca, a adolescente Jhenifer Santiago Bessa estava na sessão com a fisioterapeuta, realizada duas vezes por semana.
Quem a acompanhava era a avó, Mercês Cacique, 76, que junto com o marido tem a guarda da garota, todos moradores do Jardim Aeroporto III.
Na Apae desde os dois meses, ela conseguiu, segundo a avó, reverter um prognóstico médico que lhe deu dois anos de vida ao nascer, em que pese tenha que viver sob cuidados especiais. “Aqui foi uma maravilha. A atenção que dão para ela não tem o que pague”, disse Mercês. “As crises que ela tinha quando mais novinha acabaram. Hoje ela demonstra felicidade, reconhece as pessoas e adora viajar. É o nosso amor”.
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