45 anos da Apae: uma luta para sobreviver; novos serviços


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Jhenifer Santiago Bessas faz fisioterapia duas vezes por semana na Apae de Franca, que completou 45 anos em janeiro com expectativa de expandir atendimento
Jhenifer Santiago Bessas faz fisioterapia duas vezes por semana na Apae de Franca, que completou 45 anos em janeiro com expectativa de expandir atendimento
Se você tomou um simples cafezinho em uma padaria nesta manhã é bem provável que ele tenha custado mais do o valor que a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Franca recebe do SUS (Sistema Único de Saúde) para realizar uma sessão de reabilitação, no setor de Fisioterapia, com 50 minutos de duração.
 
Os R$ 2,43 que a instituição recebe pelo serviço são apenas uma fração do problema de caixa que a Apae enfrenta rotineiramente, segundo os responsáveis pela instituição. Com 45 anos de existência, completados no dia 24 de janeiro, é referência no atendimento em saúde, assistência social e educação para deficientes. Em grande parte dos casos é a única porta para esse tipo de atendimento entre populações carentes e em estado de vulnerabilidade, mas apesar da reconhecida importância vive de pires na mão. 
 
A Apae de Franca foi fundada oficialmente em 1970, mas teve suas bases definidas três anos antes, em 1967. Seu funcionamento efetivo teve início em 1974, quando recebeu a denominação de entidade de caráter filantrópico. Naquele ano, o atendimento começou com um grupo de 25 crianças, dividido em quatro salas, que funcionavam em uma casa emprestada.
 
Apenas em 1976, a Apae passou a funcionar na área onde está localizada atualmente. Empregava 12 funcionários e atendia a 50 crianças, tendo outras 30 em uma fila de espera.
 
Luiz Francisco Zago, 46, Renato Neves, 39, e Paulo Balbino, 45, não faziam parte do grupo inicial, mas estão entre os alunos mais velhos tanto em idade quanto em tempo de atendimento. Os três, atualmente, fazem parte do contingente de 934 pessoas atendidas todos os dias pelos 249 funcionários que a Apae tem em diferentes áreas.
 
Os números cresceram e as contas aumentaram. Embora a meta da instituição seja alcançar e superar os mil atendimentos, o caixa ainda precisa de aporte, já que para os R$ 9,330 milhões de despesas, a receita foi de R$ 9,313, segundo o balanço de 2013, já que o do ano passado ainda não foi fechado. Desse valor, 50,26% vem do poder público nas esferas municipal, estadual e Federal. O restante, a Apae busca com a realização de campanhas e por meio de doações.
 
A diferença, mesmo que pequena, caso solucionada, evitaria que seus diretores tivessem que ter ido à Câmara Municipal no final do ano passado para explicar a situação financeira da Apae para uma plateia pouco atenta aos argumentos e pedidos.
 
Recursos
Para sair um pouco mais do sufoco, além das iniciativas promocionais já conhecidas, como a Festa di San Gennaro, em setembro, a Apae pretende, em abril, realizar a sua Festa da Bondade, com venda de produtos, praça de alimentação e apresentações artísticas.
 
A instituição também lançará em breve uma campanha para vender produtos promocionais (camisetas, chaveiros e canecas) e o sorteio de um carro zero quilômetro, pendente de formalização com a Caixa Econômica Federal.
 
De acordo com Corina Gomes, coordenadora de Marketing e Eventos, as pessoas interessadas vão comprar números, que custarão R$ 1,99 e serão sorteados pela loteria.

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