Carnaval e cautela


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A chegada do Carnaval movimenta milhões e milhões de brasileiros em todos os cantos do País. Poucas cidades, mesmo as pequenas, deixam passar a oportunidade de festejar nos quatro dias da maior festa popular do mundo. Desde os desfiles milionários no Rio de Janeiro e São Paulo, transmitidos ao vivo pela TV, até os bailes em clubes de cidades de todos os tamanhos, passando pela folia em Salvador e municípios do Norte-Nordeste, poucos ficam imunes. Embora a situação econômica tenha prejudicado a realização do que antigamente era chamado de tríduo momesco (três dias dedicados ao Rei Momo, figura principal do carnaval brasileiro, que hoje já são quatro e chegam a quase uma semana em alguns pontos do País) a folia vai correr solta em muitos municípios, de Norte a Sul, de Leste a Oeste do Brasil.
 
Carnaval sempre foi sinônimo de excessos de todos os tipos. Por isso, a cada ano uma série de campanhas é levada a efeito pelos governos federal, estadual e municipal, sempre focando no uso do álcool e na prática do sexo, em razão da euforia que a festa provoca. Milhões acompanham desfiles das escolas de samba e trios elétricos, além de lotar clubes que dedicam pelo menos duas noites ao evento. Por isso, deve-se encarar a festa com bastante prudência, seguindo os conselhos das propagandas oficiais: se beber, não dirija; se for dirigir, não beba. Esta é uma advertência válida, já que a cada Carnaval a ingestão de bebidas alcoólicas continua causando acidentes de trânsito e tragédias Brasil afora.
 
Também é prudente o uso de proteção, o preservativo, em relações sexuais casuais, cujo número cresce bastante no Carnaval. O próprio princípio da festa, alegria e excessos, leva à licenciosidade. Além de proteger os usuários de uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), a popular camisinha é capaz de evitar uma gravidez indesejável. A prudência é necessária para que se evitem dissabores, tragédias e um eventual luto de milhares de famílias que sofrem a cada ano com as liberdades que são tomadas nos quatro dias de folia. Além disso, o consumo abusivo de álcool e drogas desperta animosidades, desinteligências e brigas que podem culminar em morte. E os entorpecentes podem causar mortes, isso se torna mais que sabido.
 
Então, o melhor é cada folião se acautelar e se prevenir, para evitar que a alegria do Carnaval se transforme em tristeza. A diversão que a festa permite deve ser limitada ao próprio folguedo. Foliar, brincar e extravasar as possíveis frustrações deveria ser o suficiente para que todos retornassem, na Quarta-feira de Cinzas, à rotina. Diz-se que o País só começa a trabalhar depois do Carnaval. Que seja, mas sem tragédias ou reflexos negativos futuros de um período onde somente a alegria deve imperar. Cabe a todos os foliões promover a segurança, a própria e a de terceiros, para que o Carnaval seja verdadeiramente a festa da alegria, do samba e da exaltação, sem qualquer fato desabonador que prejudique o seu brilho.
 
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