Historicamente, estudantes encontram dificuldade para se inserir no mercado de trabalho, pela falta de experiência profissional ou mesmo pela formação deficiente. Para facilitar a entrada de jovens de 14 a 24 anos no mundo do trabalho e prepará-los com formação profissional adequada, o CIEE iniciou, em 2003, atividades na aprendizagem. Em 2007, firmou uma parceria com a Fundação Roberto Marinho para a criação do Aprendiz Legal. Hoje o programa atua na formação de jovens no país inteiro, com números que surpreendem: mais de 220 mil aprendizes foram capacitados nesses 12 anos de programa e, atualmente, 65 mil atuam em empresas e órgãos públicos conveniados. Resolução recente do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) vai ampliar oportunidades para estudantes de pedagogia. O Departamento de Políticas Públicas de Trabalho e Emprego para Juventude do ministério emitiu nota técnica (nº 648/2014/ CGPI/DPTEJ/SPPE/MTE) favorável à contratação de alunos do penúltimo e último ano de pedagogia como instrutores de aprendizagem.
Com treinamento, vão ministrar aulas sobre temas transversais — currículo de formação humanística e cidadã comum a todas as modalidades de aprendizagem e que compreendem ética, inclusão digital, empreendedorismo e protagonismo juvenil, entre outros. A decisão beneficia duplamente, pois propicia estágio remunerado a estudantes de pedagogia e, paralelamente, continua assegurando a aprendizes capacitação básica ministrada com modernas técnicas didáticas. É mais um importante avanço na qualidade do Aprendiz Legal, programa que também auxilia empresas de grande e médio porte a cumprirem a Lei da Aprendizagem (10.097/2000) que determina a contratação de cota de aprendizes de acordo com o número de colaboradores.
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp
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