A Polícia Civil prendeu 34 criminosos durante ações realizadas, ontem, em 17 cidades que integram a Delegacia Seccional local. Franca respondeu por 27 prisões. No caso de maior relevância, um homem de 29 anos foi flagrado com mais de uma centena de caixas, ampolas e frascos de anabolizantes, além de 940 unidades de medicamento usado para melhorar o desempenho sexual fabricado no Paraguai. As substâncias ilícitas eram vendidas pelo WhatsApp. Os produtos estão avaliados em R$ 100 mil.
O preso não teve o nome divulgado pela polícia. Ele se apresentou como ajudante de caminhoneiro, informação que foi ignorada pela investigação. “Ele ostenta patrimônio incompatível com a realidade que falou”, disse o delegado Leopoldo Novais. Morador da Vila Conceição Leite, ele guardava os produtos ilícitos em casa, a cerca de 50 metros da escola do Sesi. A polícia afirma que o acusado arrendou uma academia no Leporace para outra pessoa e que frequentava as instalações para vender aos alunos anabolizantes e medicamentos para ereção.
Há cerca de três meses, os policiais do 3º DP receberam denúncias anônimas, informando que o comerciante estava vendendo em Franca substâncias de uso proibido no país e também de uso veterinário. Inicialmente, ele buscava os produtos no Paraguai. “Como houve um lucro muito fácil e de forma vultuosa, ele passou a administrar quase totalmente a comercialização no município. A partir do momento em que ele assumiu o controle deste negócio criminoso e clandestino, ele começou a encomendar de um fornecedor de São Paulo.”
Para não se expor à ação policial, as entregas das substâncias em Franca eram feitas pelos ônibus bate-volta. “O método que ele usava para vender os produtos era o telefone celular, através de mensagens de texto e interlocução por voz. Apuramos que antes do Carnaval, ele receberia uma grande carga para fazer a revenda, tanto em Franca quanto nos municípios vizinhos.”
Após reunir provas do negócio criminoso, o delegado Leopoldo conseguiu um mandado judicial de busca e apreensão, que foi cumprido no fim da tarde de ontem. “Foi a maior quantidade de substância anabolizante já apreendida em Franca. Pela conta inicial realizada pelos investigadores, o valor estimado de uma venda final gira em torno de R$ 100 mil.”
Apesar da expressiva quantidade, o acusado alegou que os produtos apreendidos eram para seu consumo próprio. “Se uma pessoa for injetar aqueles produtos ou consumir os comprimidos, fatalmente, sofrerá uma overdose e morrerá”, disse o delegado.
Proibida no Brasil, a venda dos produtos é considerada crime hediondo contra a saúde pública. O acusado foi indiciado e levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória), após a elaboração do flagrante. “Esperamos que ele seja condenado à pena mínima de 10 anos, que poderá chega a 15 anos”, concluiu Novais.
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