E chegamos neste fim de semana ao Carnaval. Ele é considerado por muitos a maior festa popular do mundo. Começando no sábado e prosseguindo até terça-feira, mexe com a vida dos brasileiros. Há os que participam da Folia, indo aos bailes, às ruas, formando bandas e blocos, se fantasiando. E há os que procuram descanso, deixando as cidades e escolhendo o sossego do campo ou a curtição as praias. Esta festa é a cara do Brasil. Quando dizemos para um estrangeiro que somos brasileiros, o comentário vem a jato: “Ah, Brasil, Carnaval, futebol, Rio de Janeiro...” Muitas vezes vem na frase também outro nome conhecido no mundo inteiro: Pelé.
Mas, apesar de ter a nossa cara, o Carnaval não teve sua origem. Você sabia que ele nasceu na Europa, há cerca de 400 anos? Pois é. E está relacionado a uma decisão de ordem religiosa. Naquela época a Igreja ordenava aos fiéis que os 40 dias antes da Páscoa deveriam servir apenas para rezar. E nenhum cristão deveria sequer pensar em comer carne! A fim de se prepararem pra esse tempão em que precisariam se abster de comer carne e de festejar, o povo criou uma grande festa com muita comida, bebida, música e dança. Ela sempre acontecia 7 domingos antes da Páscoa. Foi aí que começou o “Carnevale”, que em latim significa “Adeus à Carne”.
O Carnaval chegou no Brasil junto com os primeiros portugueses, nos tempos de Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II, as pessoas festejavam jogando água, farinha de trigo e até lama umas nas outras! Já pensou que confusão? Foi só no século 20 que a festa ganhou os salões e clubes, ficou mais elegante, com bailes de máscaras, fantasias e as famosas marchinhas. Chiquinha Gonzaga, uma pianista brasileira, foi a primeira compositora de marchinhas de Carnaval.
Hoje em dia, o Brasil comemora de várias formas diferentes. Por exemplo, tem os blocos nos quais os foliões seguem um trio elétrico e tem também os desfiles das escolas de samba. No Rio de Janeiro a festa começa bem antes do sábado e leva para as avenidas grandes blocos compostos por homens, mulheres e crianças- fantasiados ou não. No Nordeste, ela vai muito além da Quarta-Feira de Cinzas e tem bonecos gigantes feitos de papel machê.
O Carnaval é um Festival
Festival é uma forma de as pessoas se reunirem para se divertir, celebrar ou relembrar costumes e tradições. Nós, humanos, somos seres sociais, gostamos de nos agrupar, especialmente nas horas de alegria. Muitos festivais têm origem no tempo em que a vida transcorria nos campos, onde as pessoas plantavam seus alimentos e percebiam de forma clara a mudança de estações. No tempo do plantio e da colheita, elas costumavam cantar e dançar. Outras festas começaram a acontecer como pequena celebração religiosa, que foi ganhando vulto, como o Natal. Na modernidade existem festivais de cinema, de teatro, de música. Muitas vezes um festival se oferece como chance de experimentar sabores diferentes, como os festivais de culinária. O Carnaval é um tipo de Festival, onde as pessoas dançam e desfilam fantasiadas. Existe em muitos lugares do mundo.
A cidade de Veneza, na Itália, tem um lindo Carnaval. As pessoas se exibem com ricas fantasias e máscaras, mas a música quase não existe; e quando existe não é barulhenta como a nossa. Em New Orleans, EUA, há desfiles de carros enfeitados e a música que tocam é bem diferente da marchinha brasileira; ela se chama jazz. Nas ilhas de Trinidad e Tobago, no Caribe, as pessoas saem às ruas batendo latas.
Mesmo no nosso País, o Carnaval ganha feitios diversos conforme a região. Em Olinda, Pernambuco, o grande destaque são bonecos gigantes, com mais de três metros de altura, feitos com papel machê, que é papel molhado e misturado a cola que os artistas transformam em figuras. Na Bahia, são os imensos carros de som, os Trios Elétricos, que levam milhares de pessoas às ruas e avenidas. No Rio de Janeiro e em São Paulo, as escolas de samba são a grande atração dos que fazem até torcida pela classificação da preferida.
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