Usuário surta, quebra vidros e fere funcionária dentro do Centro Pop


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Desde que foi inaugurado, em 2013, o Centro Pop é alvo de reclamações e palco de confusões: nesta semana, um usuário irritado com a comida ‘se rebelou’
Desde que foi inaugurado, em 2013, o Centro Pop é alvo de reclamações e palco de confusões: nesta semana, um usuário irritado com a comida ‘se rebelou’
O Centro Pop, instituição criada para receber usuários de drogas e moradores de rua durante o dia, teve mais um dia de agressões e confusões. Na segunda-feira, a coordenadora da instituição, Maria Inês Alves Moura, acabou ferida depois de um dos usuários surtar dentro da casa onde funciona o centro, na avenida Hélio Palermo. 
 
A confusão começou durante o almoço servido em um pátio da instituição. O desocupado PCMS, de 43 anos, não gostou da comida da marmita e começou a ofender as funcionárias. Segundo a versão da coordenadora à polícia, ela o teria advertido e alertado sobre a possibilidade de ele ser suspenso e proibido de frequentar o Centro. 
 
Irritado, o desocupado teria deixado o pátio e voltado minutos depois. Bastante alterado, gritando e ameaçando servidores e outros usuários, ele teria começado a esmurrar uma porta, quebrando o vidro de proteção que se espatifou no chão. Os estilhaços atingiram a coordenadora e alguns dos usuários, causando uma confusão generalizada. 
 
Em vez de acionar a Polícia Militar, a direção do Centro chamou a Guarda Municipal. Foram três viaturas deslocadas. Os guardas, ao verem o tamanho da confusão, teriam acionado a PM. 
 
Segundo o cabo Durval, da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, ao chegar ao Centro Pop, a situação já havia sido controlada pelos próprios guardas municipais. “Pelo que nos foi narrado pelas testemunhas, eles precisaram usar as armas de choque e conseguiram deter o pivô da confusão. Os ânimos acabaram se acalmando.”
 
O cabo ainda contou que os funcionários teriam afirmado que as brigas no local são uma constante e que não há segurança. “Eles dizem que vão pedir uma reunião com o prefeito para discutir a situação. Não querem mais trabalhar deste jeito.”
 
Guardas municipais que pediram para não serem identificados confirmaram que sempre são acionados para intervir em confusões no Centro Pop. “Isso acontece direto. Somos chamados duas ou três vezes no mesmo dia. Não somos treinados para lidar com esse tipo de situação. Esse Centro Pop não funciona. Não tem controle e, por mais que digam que o atendimento é bom, na verdade, os usuários fazem o que querem”, disse um guarda.
 
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher. Por conta dos estilhaços, a coordenadora teve ferimentos no pulso e no braço. 
 
A Prefeitura foi procurada para comentar o caso. Em nota, confirmou a ocorrência e os ferimentos à coordenadora. Sobre as providências a serem adotadas, limitou-se a dizer que “as medidas cabíveis serão tomadas”, mas não especificou quais medidas seriam essas. 
 
A ocorrência dessa segunda-feira foi apenas mais uma na lista de problemas relacionados ao Centro Pop. Desde que foi inaugurado, em 2013, o local é alvo de reclamações e palco de confusões. Só no último ano, cinco ocorrências graves foram registradas envolvendo usuários. Em uma delas, um homem foi morto a facadas em uma praça próxima depois de uma briga, dentro do Centro, por causa de pinga.
 

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