Está na internet um vídeo de meninas entre 6 e 13 anos, vestidas como princesas e proferindo os piores palavrões (veja em https://www.youtube.com/watch?v=p-ZfDJJp2fQ).
O clipe é de site ativista de Ohio, nos Estados Unidos. Pretende, com o linguajar chulo das meninas, chamar atenção à causa feminista. Traz também um menino de 12 anos com vestido cor de rosa, manifestando-se contra o ‘sexismo’: ‘Quando você diz a meninos para não agirem como meninas, é porque você acha que ser uma menina é algo ruim.’ Alguns internautas se sentem ultrajados. Outros acusam os pais das crianças de ‘abuso infantil’.
Ainda nos Estados Unidos, rede de lojas especializada em brinquedos pôs à venda, poucas semanas antes do Natal, bonecas que falam palavrões quando apertadas. Apesar das reclamações, a rede não quer retirá-las de circulação (veja em https://www.youtube.com/watch?v=YDpG6gulwZo).
Se criança recebe formação reta e inocente, por mais tênue que seja, se refletirá a toda a sua vida. Ainda que, mais tarde, por perversão, se entregue a infâmias morais, aquela primeira luz de inocência que ela conheceu permanece na alma sob forma de remorso, consciência pesada, ou mesmo de saudade, que podem impedi-la de dar os últimos passos em direção ao precipício moral, ou ainda — e há casos nessa direção — de produzir, em certo momento, conversão salvadora como a do filho pródigo retratado no Evangelho.
A crescente onda de imoralidade e pornografia tem o maior empenho em atingir crianças logo no início de suas vidas a fim de poluir as águas puras da inocência com baba fétida e imunda, e evitar assim qualquer veleidade futura de perseverança no bem, ou de conversão, ou mesmo de prática de mal menos radical.
Filmetes como esse a que aludimos, ou bonecas que falam palavrões, atuam decididamente nessa direção.
Gregorio Vivanco Lopes
Advogado
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