Subjugar o crime!


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A explosão de caixas eletrônicos tornou-se fato banal. Invadindo e arrebentando, bandidos conquistam o consideram ‘dinheiro fácil’. Vão a fábricas, postos de combustíveis, supermercados e às próprias agências bancárias sem qualquer medo de represálias. 
 
Para fugir, ousam, metralhando instalações e viaturas policiais. Se fica difícil para eles, matam quem estiver na frente. O quadro já extrapolou a área de atribuição policial. É preciso esforço nacional para inviabilizar ataques do tipo.
 
Temos de encontrar meios de proteger instalações e desencorajar quadrilhas. O governo desarmou o povo mas, lamentavelmente, não consegue fazer o mesmo com bandidos. Quando começaram a atacar caixas eletrônicos, levavam o cofre ou até a máquina inteira para abrir em outro local seguro. 
 
Cada vez mais ousados, passaram a cortar com serra ou maçarico dentro dos próprios ambientes violados. De algum tempo para cá, explodem tudo. Tanto as armas quanto os explosivos que usam são de porte proibido. 
 
É necessário exercer controle sobre esses recursos com o mesmo ímpeto que se aplica ao cidadão incauto que insiste em portar arma para defesa pessoal.
 
A escalada do crime — especialmente o ‘organizado’ — constitui o principal drama da sociedade brasileira. Saímos das românticas cadeiras na calçada para a conversa com vizinhos ao final do dia para moradias cercadas por grades e sensores. 
 
Mesmo quando saímos de carro, corremos risco de assalto e morte. Não podemos mais ir ao banco e sacar dinheiro por estão ai as saidinhas. Os caixas eletrônicos, pelo jeito, tende a se tornar raro, já que se tornou fator de risco. 
 
Governo, parlamentares, juristas, sociólogos, ongueiros e todos aqueles que batem no peito dizendo ter lutado pela implantação e aperfeiçoamento da democracia não devem dar sua tarefa por encerrada. 
 
É hora de devolver ao povo os seus direitos, subjugando o crime! Mãos à obra, senhores e senhoras!!
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
 

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