Duas guerras do Vietnã


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O ultimo conflito militar que o Brasil se envolveu foi a Segunda Guerra Mundial, há setenta anos. Já existia o mito que o Brasil era país pacífico, tanto que o emblema da Força Expedicionária era uma cobra fumando — segundo os soldados era mais fácil uma cobra fumar que o país entrar na guerra. Porém, nenhum conflito se compara, porém, ao de assassinatos e do trânsito. Em 2012, foram assassinadas 56.325 pessoas, 29 por cem mil habitantes. A OMS coloca o Brasil na 11ª posição da violência entre os 194 países avaliados. 
 
No mundo, a taxa é de 6,7, e a média dos países ricos é de 3,8. O país mais violento é Honduras — 103,9 mortes por cem mil habitantes; seguido pela Venezuela (57,6), Jamaica (45,1), Belize (44,7), Colômbia (43,9) e El Salvador (43,9). A juventude brasileira é vítima atroz da violência: de 12 e 18 anos, a taxa é de 332. Mostra o fracasso dos governos Dilma e Lula. A região mais violenta é o Nordeste — 597 jovens assassinados por cem mil. O Sudeste é a região menos violenta — 225. Entre as capitais, as mais violentas para adolescentes são Fortaleza, Maceió, Salvador, João Pessoa e Belém. São Paulo tem índice de 162 e o Rio, 206. São Paulo registrou mais uma queda na taxa de homicídios em 2014, ficando em 10,06 por 100 mil habitantes, no limite estabelecido pela ONU. Nos últimos 14 anos, a queda foi de 70%. Na capital, ficou melhor ainda: 9,83. 
 
Outro tipo de violência idiota no Brasil são mortes em acidentes de trânsito. Dados preliminares do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam 40,5 mil vítimas fatais em 2013. No ano anterior foram 44,8 mil, redução após três anos de aumento. Aconteceu graças ao endurecimento da lei. Em dez anos de guerra no Vietnã, 58 mil americanos morreram, houve protestos e mudanças políticas. Apenas em 2012, morreram no Brasil, assassinados ou no trânsito, quase dois ‘vietnãs’! 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

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