A vendedora Ana Clara Cabral, de 19 anos, estava desaparecida desde a noite de quarta-feira, 4, foi encontrada morta embaixo de uma ribanceira, em um matagal que fica às margens da BR-101, na rodovia Contorno, com dois tiros na cabeça e três nas costas.
A jovem foi vista pela última vez ao sair de uma reunião familiar em companhia do namorado, o policial Itamar Rocha Lourenço, de 24 anos, em Alto Laje, Cariacica, no Espirito Santo. O namorado da vítima se tornou o primeiro suspeito do crime.
Na noite desta quinta-feira, 6, Itamar foi conduzido para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento por mais de duas horas. O policial também foi ouvido pela Corregedoria de Maruípe anteriormente. O advogado dele, David Metzker, informou que seu cliente não vai se pronunciar para a imprensa e só falará em juízo.
O pai da vítima, Elson Cabral Filho, informou que antes de receber a notícia sobre a filha, foi procurado pelo irmão de Itamar na manhã desta quinta-feira, que disse a ele que Ana Clara havia sofrido um assalto e sido levada por criminosos. O irmão do soldado teria registrado um boletim de ocorrência online, de acordo com a Polícia Civil, informando que o casal tinha sido abordado por criminosos ao sair de um motel, e que Itamar havia conseguido escapar, mas os bandidos teriam fugido com o carro de Ana Clara. O carro do policial foi encontrado em Nova Rosa da Penha, bairro vizinho onde o corpo foi localizado. No veículo havia marca de tiro, manchas de sangue e fios de cabelo loiro
O pai de Ana Clara, relevou em depoimento que a filha e o namorado tinham um relacionamento conturbado há quase dois anos, tendo presenciado discussões e brigas entre os dois, e que Itamar era bastante ciumento, tendo levado a jovem a desativar um perfil em rede social uma vez, decorrente disso.
O delegado responsável pelo caso, José Lopes Pereira, da DHPP, deve se pronunciar ainda nesta sexta-feira, 6, e revelar a motivação do crime que ainda não foi informada pela polícia.
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