Duas creches param e 315 crianças ficam sem aula


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Pastor Wilson de Jesus, responsável pela administração das creches, conversa com funcionários: ficou acertado o retorno hoje
Pastor Wilson de Jesus, responsável pela administração das creches, conversa com funcionários: ficou acertado o retorno hoje
Duas creches administradas pela Adhemprovale (Associação de Desenvolvimento Humano em Prol do Vale do Jequitinhonha), em parceria com a Prefeitura de Franca, suspenderam as aulas nessa quinta-feira. O motivo foi a falta de pagamento dos salários deste mês para os 43 funcionários das unidades. As instituições são o CCI Ágape I (Centro de Convivência Infantil “Danilo Carvalho Maniglia)”, no bairro Luiza I, e a Ágape II (Núcleo de Educação Infantil “Dr. Valeriano Gomes do Nascimento”), no City Petrópolis.
 
No total são atendidas 315 crianças de 4 meses a 4 anos e 11 meses. Nas duas unidades, os funcionários também não receberam parte das férias de dezembro.
 
A falta de pagamento se deu pelo fato de a creche não ter recebido o repasse de verbas do município em janeiro. “Eu estou respondendo a um processo administrativo na Prefeitura, no valor de R$ 354 mil, que alega que empresas de fornecedores de materiais para as creches não existem e que produtos comprados não estão na creche. Mas essas empresas existem e alguns equipamentos não estão nas creches, porque já quebraram”, disse o administrador das unidades, o pastor Wilson de Jesus.
 
Mesmo com o problema, a Prefeitura renovou o contrato com a Adhemprovale para 2015. Assim, nenhuma medida de dispensa dos funcionários foi tomada antes pela associação. De acordo com o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o administrador das creches estava ciente da possível rescisão de contrato. “Nada aconteceu de forma rápida, nós temos um processo tramitando há pelo menos seis meses. A gente achou que ele fosse pagar o que devia. Como ele não devolveu o dinheiro, a Prefeitura foi obrigada a romper o contrato”, afirmou o prefeito.
 
Uma nova entidade para assumir a gestão das creches está sendo escolhida. A expectativa é que o nome seja definido na próxima semana. A nova entidade também decidirá se os funcionários atuais permanecerão. 
 
Uma mãe de aluno, que não quis se identificar, ficou revoltada ao encontrar as portas da creche do Luiza I fechadas ontem. “Eu e várias mães não tínhamos onde deixar nossos filhos”, disse. Em uma reunião na manhã de quinta-feira, os professores decidiram retomar as aulas hoje.
 
A Prefeitura informou ainda que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para garantir o atendimento aos alunos.

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