Garota mandou mensagem para executado ‘ficar esperto’


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O corpo do desempregado Willian Ferreira, 21, foi encontrado no meio de um cafezal, com dois tiros no rosto, na última quarta-feira
O corpo do desempregado Willian Ferreira, 21, foi encontrado no meio de um cafezal, com dois tiros no rosto, na última quarta-feira
A Polícia Civil de Franca ainda não sabe quem executou o desempregado Willian Fernandes Ferreira, 21. Ele foi encontrado morto, no meio de um cafezal, com dois tiros no rosto. A equipe de homicídio da DIG, responsável por apurar o caso, está ouvindo parentes e pessoas que tiveram contato com a vítima antes do crime. A investigação não tem dúvidas de que a motivação foi um acerto de contas. O rapaz foi morto, segundo a polícia, porque teria mantido relações sexuais com uma jovem de 14 anos após consumirem drogas no Jardim Luiza. O desafio é identificar e prender os autores do crime. A lei do silêncio que impera no bairro é um obstáculo.
 
Os investigadores conseguiram comprovar que a menina apontada pela família da vítima como a pivô do crime e o rapaz acusado de tê-la violentado se conheciam e que trocaram mensagens pelas redes sociais na semana passada. “Tivemos acesso a essas conversas. Numa das postagens, a vítima perguntou para a menor o que ela estava arrumando contra ele. Ela respondeu: ‘Eles já estão na sua cola’. Pelo o que percebemos, o diálogo foi num tom de ameaça”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
 
A polícia também não tem dúvidas de que Ferreira e o indivíduo conhecido como “Zóio” mantiveram relação sexual com a adolescente. Em depoimento, a menor afirmou ter consumido drogas e ter sido violentada pela dupla. 
 
No boletim de ocorrência registrado no plantão policial, denunciado o suposto estupro no dia 31 de janeiro, a delegada Christina Bueno de Oliveira escreveu que a vítima não estava em condições de dar esclarecimento, “pois era visível a alteração de sua personalidade, aparentando ainda estar sob os efeitos da droga”.
 
Tão logo a informação do suposto estupro correu o bairro, pessoas ainda não identificadas tentaram fazer justiça com as próprias mãos e agrediram Zóio e Ferreira, que teve a perna esquerda quebrada, no fim de semana. Na noite de terça-feira, em torno de cinco indivíduos retornaram à casa de Ferreira e cobraram explicações. Ele tentou se defender e pegou o celular e o tablet para mostrar as mensagens que havia trocado com a menor. Certo de que conseguiria comprovar que mantiveram sexo consensual, saiu com o grupo.
 
Ele só voltou a ser visto na manhã de quarta-feira, quando foi encontrado morto no meio do cafezal. O que aconteceu no período em que ele saiu de casa até ser executado ainda é um mistério. “Familiares da vítima e da adolescente já foram ouvidas, mas ainda estamos trabalhando para tentar identificar o mais rápido possível os responsáveis por este crime. Acreditamos que o assassinato ocorreu lá mesmo no cafezal e que mais de uma pessoa tiveram participação”, concluiu Murari.
 
A polícia informou que, ao contrário do afirmado por familiares de Willian, o indivíduo conhecido por Zóio não foi assassinado. Ele estaria escondido fora de Franca com medo de também morrer.
 

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