Trânsito infernal


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Não podemos generalizar. As generalizações são sempre perigosas e, algumas vezes, injustas. Ainda assim, não se pode deixar de considerar que  grande número de motoristas e motociclistas de nossa cidade não respeitam normas elementares de trânsito. Insisto:  há exceções.
 
Além da quantidade exagerada de veículos em circulação na cidade, sem qualquer manutenção, a prática de parar em fila dupla é comum, especialmente próximo de escolas, academias e clubes sociais. 
 
Estacionar em vagas de idosos e portadores de necessidades especiais sem estar autorizado é uma transgressão rotineira não reprimida adequadamente pelas autoridades competentes.
 
Para muitos equivocados, o cinto de segurança, dentro da cidade e no banco traseiro, é de uso não obrigatório. Já os motociclistas, são useiros e vezeiros em ultrapassagens pela direita e no desrespeito à semáforos e faixas de pedestres.
 
A buzina, ao invés de ser um artefato de alerta para ser usada em situações justificáveis e especiais, se tornou, em Franca, mecanismo para demonstrar força ou insatisfação. O som alto, notadamente no período noturno, é bastante comum em nossa cidade.
 
Faixas de pedestres são respeitadas por poucos motoristas. A prefeitura pode até economizar com esse serviço. 
 
Recentemente, eu e uma senhora de idade avançada, quase fomos atropelados em uma faixa de pedestres na marginal, em frente da Uni-Facef. Para agravar, o sinal estava fechado para o motorista e ele, quando por mim interpelado, alegou, com desfaçatez: eu estou certo!
 
Trânsito é, essencialmente, educação e cidadania. Ser generoso e solidário são claras manifestações de civismo. Ademais, as estatísticas revelam que muitos acidentes graves poderiam ter sido evitados, bastando que algumas elementares e até banais de regras de trânsito, respeito e bom senso tivessem sido observadas e praticadas.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca.
 

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