A menina apontada como pivô do crime (leia aqui), a mãe e o padrasto estavam prestando depoimento da sede da DIG, durante a tarde, quando a casa da família, no Jardim Luiza, foi alvo de um atentado. Populares tentaram incendiar o imóvel usando coquetéis molotov.
Ao chegarem no local, policiais descobriram que os envolvidos eram familiares de Willian Ferreira. Eles culparam a garota pela morte do rapaz e tentaram se vingar. Havia dois idosos e uma criança no local. “Por sorte, ocorreu apenas um pequeno incêndio. Os bombeiros chegaram rápido e apagaram as chamas. Fizemos diligências pelas proximidades e conseguimos deter os indivíduos”, disse o sargento Vicente, da Polícia Militar.
Quatro pessoas foram detidas e levadas para o 5º DP, delegacia responsável pela área em que se deu a ocorrência. O grupo era formado por dois tios, um cunhado e a mãe de Willian, Míriam Ferreira. Eles confessaram que pretendiam se vingar. Revoltada, a mãe disse que não vai sossegar e que irá “beber o sangue” das pessoas que mataram seu filho (leia entrevista).
Todos foram autuados em flagrante pelo delegado Hélder Rodrigues e levados para a cadeia do Jardim Guanabara. “Eles foram presos por tentativa de incêndio à casa que estava habitada, é um crime de perigo, grave, e também por portar e possuir os artefatos explosivos incendiários. O flagrante será encaminhado para o juiz decidir se os investigados continuam presos ou se serão soltos”, disse o delegado Hélder Rodrigues.
Míriam Ferreira disse na delegacia que um amigo do filho, conhecido pelo apelido de “Zóio”, também teria sido assassinado pelos mesmos criminosos e jogado em um cafezal no Jardim Luiza II. Policiais fizeram buscas, mas não encontraram o corpo. Zóio está desaparecido.
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