Adivinha quem voltou para revelar as entranhas dos bastidores políticos de Franca? Eu! E, antes que algum engraçadinho venha dizer “o Edson estava de férias de novo”, vou logo avisando: como informei nesta mesma coluna em meados de novembro, estou cobrindo o setor policial por conta do afastamento do colega Barros Filho, que se acidentou e só deve reassumir suas funções em março. Tem sido uma experiência legal ver o quanto os policiais de Franca trabalham para nos proteger, uma experiência que os políticos também deveriam vivenciar. Talvez, lutassem mais para melhorar os salários e condições de trabalho. É interessante escrever sobre polícia, normalmente, fica claro saber quem é o mocinho e quem é o bandido... Como o ano político está começando agora, a coluna está de volta.
Comeram bola: Os vereadores foram bem ao impedir que o prefeito fizesse propaganda com o dinheiro liberado pelo governo federal para Apae. A presidente repassa R$ 1,8 milhão para a entidade e Alexandre Ferreira (PSDB) queria que a Apae divulgasse que a verba era da Prefeitura. Mas, os mesmos vereadores, com a velha mania de não ler o que votam, pisaram na bola e não perceberam que o projeto, também apresentado em regime de urgência, liberando R$ 45 mil por mês ao “Allan Kardec”, trazia a mesma exigência. Ou seja, o hospital, que sofre com a falta de recursos, terá que gastar para promover a divulgação do dinheiro recebido da Prefeitura. Se não o fizer, poderá ter as contas rejeitadas.
Rolo compressor: O ano de 2015 começou da pior maneira possível para o prefeito na Câmara. Na primeira sessão, realizada terça-feira, ele sofreu três derrotas acachapantes: foi impedido de fazer propaganda com o chapéu alheio, no caso do dinheiro vindo do governo federal para a Apae, e teve derrubados dois vetos que havia proposto a projetos aprovados pela Câmara em 2014. Pior que a lavada, foi o fato de nenhum vereador ter se disposto a abrir a boca para defendê-lo.
Barco à deriva: O governo municipal não tem um líder para fazer sua defesa na Câmara. Marco Garcia (PPS), que ocupava o posto até o fim de 2014, cansou de descascar abacaxi, jogou a bomba para o alto e decidiu ser presidente. Alexandre ainda não encontrou um substituto. Os nomes disponíveis, Jépy (PSDB) e Laercinho (PP), não empolgam.
Números escondidos: Na tentativa de se promover, Alexandre Ferreira, além das propagandas no papel de embrulhar pão, lançou uma revista destacando o que considera resultados de seu governo. A publicidade será investigada pela Câmara. “A lei diz que toda propaganda tem que conter, obrigatoriamente, a menção de seu custo final ao erário, mas a revista informa apenas o valor unitário (R$ 1,09). Vamos cobrar explicações sobre a tiragem oficial, bem como o motivo do não cumprimento da lei”, afirmou Márcio do Flórida (PT).
Rolo à vista: Se os assessores parlamentares entrarem na Justiça, têm grandes chances de receberem o reajuste salarial aprovado pelos vereadores no ano passado. A lei autorizando o aumento foi publicada no dia 17 de julho. Jépy decidiu não pagar os novos valores, mas a lei segue em vigor. A questão, no mínimo, vai render discussão.
‘Lomonacadas’: Não poderia terminar a primeira coluna de 2015 sem falar dele, do “professor doutor”. Mesmo tendo sido exonerado, Lomônaco pediu, segunda-feira, que a Comissão de Corregedoria da Câmara abra um processo de improbidade administrativa contra o presidente que o mandou embora. É que Marco Garcia (PPS) retirou as placas que ele havia afixado na Câmara alertando que o cafezinho poderia ser servido apenas até as 7h30.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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