Menino desenhista: o talentoso artista de apenas quatro anos de idade


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Rafael é perfeccionista desenha, corrige, desenha, corrige...
Rafael é perfeccionista desenha, corrige, desenha, corrige...
Uma criança muito inteligente e criativa, que começou a demonstrar seu talento com apenas dois anos de idade, Rafael Ferreira Guerra, hoje com quatro anos, passa a maior tempo do seu dia se dedicando ao que mais gosta de fazer: desenhar. Perfeccionista e observador, presta atenção em tudo ao seu redor e gosta de reproduzir o que vê.
 
Na sala de estar de sua casa, no Jardim Noêmia, Rafael tem uma área própria para desenvolver seu talento por horas incontáveis. “No começo não dávamos muita bola, mas ele continuou a desenhar, foi quando começamos a perceber o quanto ele havia aprimorado o traço para uma criança dessa idade”, disse Sandra Aparecida Ferreira Guerra, sua mãe.
 
Considerado uma criança tranquila e cuidadosa pela mãe, Rafael já se sente artista, dom que pode ter sido passado de pai para filho, já que, José Alfredo Guerra (que é pró-reitor da Uni-Facef) gostava de desenhar quando era mais novo, descoberta que encantou o pequeno Rafael. “Há anos, o José Alfredo pintou uma baleia. O Rafael gostou tanto que pediu que colocássemos o quadro na área de lazer, porque ele achou legal que o pai dele também gostasse de desenhar, mas não foi uma influência direta”, disse a mãe.
 
Para o aniversário do pequeno Rafael, no dia 10 de fevereiro, a família pretende fazer uma exposição com seus desenhos, na maioria deles aviões, o que o menino mais gosta de desenhar, mas vão precisar fazer uma seleção, pois de acordo com a própria família,o acervo do garotinho é grande, pois ele desenha o tempo todo.
 
Todos ficam impressionados com a capacidade que o Rafael têm de desenhar algumas coisas específicas, fatos que acontecem no mundo, como por exemplo, como a queda de um dos aviões da AirAsia e o recente atentado terrorista ao Jornal Charlie Hebdo, na França, que ilustrou com um policial armado, possivelmente rendendo os responsáveis pelo crime cometido contra os franceses.
 
Crianças com a idade de Rafael normalmente ainda não desenvolveram a percepção de formas, profundidade e distância, assim como a sensibilidade para desenhar como a que ele tem. “Se eu errava, rabiscava ou apagava”, disse Rafael. Sua mãe conta que Rafael agora prefere desenhar usando caneta e quando comete um erro, chora e se desespera para que a mãe o ajude a apagar e consertar o que tanto o incomoda. “Ele é extremamente perfeccionista, tenho corretivo espalhado pela casa toda para ajudá-lo a apagar se precisar”, diz Sandra, economista e estudante de Economia.
 
Bandeiras e livros
‘Rafinha’, como é chamado pelos familiares, também surpreende pelo conhecimento que tem das  bandeiras de vários países. Se questionado sobre as cores e o desenho da bandeira de respectivo país, dificilmente ele não sabe responder. O menino começou a dar importância às bandeiras durante o período da Copa do Mundo,  em julho de 2014.
 
Apesar de não saber ler ainda, ele demonstra grande interesse por livros, especialmente os ilustrados e os modelos Pop-Ups. “Leio para ele sempre que ele quer e ele demonstra absorver facilmente a informação e o conhecimento presente ali”, disse a mãe. Devido a essa prática, ele já tem noções sobre o universo, planetas e vulcões bem mais do que uma criança de quatro anos normalmente saberia. “Não forçamos o Rafael, principalmente por ele ser uma criança, mas isso é algo que vem dele, ele simplesmente é assim”, disse Sandra, que também contou que já se acostumou a levar consigo para onde for uma mochila com alguns cadernos de desenho, lápis de cor e caneta, porque se ele quiser registrar algo em desenho e não puder fazê-lo, fica desesperado.
 
Amor pela arte
Quando vai ao Franca Shopping, Rafael quer sempre ir até um local bastante específico daquele espaço. Ele gosta de visitar as obras de artistas locais que ficam expostas num dos corredores do shopping.  Quando há artistas pintando, ele gosta de se sentar ao lado do pintor, observá-lo pintar e questioná-lo a respeito de suas obras. Sandra já pensou em colocá-lo em uma escolinha específica para que ele possa desenvolver este talento, mas resolveu adiar para não limitá-lo às regras e deixar que, por enquanto, ele desenvolva ainda mais sua criatividade, o que o ajudaria a descobrir sua própria identidade e característica.
 

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