Dona de casa sonha em conseguir novas próteses para voltar a andar


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Edna Maria Rosa, 53, diz que não consegue comprar novas próteses, que custam R$ 30 mil
Edna Maria Rosa, 53, diz que não consegue comprar novas próteses, que custam R$ 30 mil
Dependente de uma cadeira de rodas há cinco anos, a dona de casa Edna Maria das Neves Rosa, 53, sonha em voltar a andar. Em 2009, ela teve as duas pernas amputadas após desenvolver trombose venosa. A doença é caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias, geralmente nos membros inferiores. Segundo Edna, após a cirurgia para retirada dos membros, ela recebeu duas próteses do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em 2010. Porém, elas foram fabricadas com o peso e medidas inadequados. “Eu calçava número 35 e o pé da prótese é 39. Elas também são muito pesadas para o corpo que tenho hoje, já tentei usar várias vezes, mas não deu certo”, disse.
 
Atualmente Edna depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Isso gera diversos transtornos para ela, já que necessita de ajuda até para ir ao banheiro. “Minha casa tem muitos degraus, fica difícil andar com a cadeira. Hoje eu sou dependente para muitas coisas. Para tomar banho, meu marido tem que me ajudar.”
 
Edna conta que a proprietária de uma loja de próteses da cidade levou um modelo de pernas mecânicas em sua casa que eram mais leves. “Ela disse que essas que tenho são para pessoas que pesam em torno de 80 quilos. Eu peso agora 38 quilos. O problema é que duas pernas custam R$ 30 mil”, disse a dona de casa.
 
Edna mora com uma filha e o marido. O sustento da família vem do emprego do marido, que é sapateiro, e da venda de trabalhos de crochês que ela faz. “Eu tenho muita força de vontade. Acredito que, com as próteses certas, vou poder andar de novo. Eu estou lutando por uma coisa que eu quero muito”, afirmou.
 
A descoberta da trombose também foi marcada por dificuldades e uma via sacra de consultas médicas. “Em 2004 comecei a sentir dores insuportáveis no pé e na panturrilha. Eu tomava morfina e não passava. Toda semana estava na UBS ou pronto-socorro, mas nunca me encaminharam para um médico especialista”, disse. No total, Edna passou por seis cirurgias. As amputações foram realizadas na Santa Casa de Franca.
 
Atualmente, a dona de casa toma medicamentos para melhorar a circulação do sangue e controlar a pressão arterial.
 
Resposta
O Comércio entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde para esclarecimentos sobre o caso. Nenhum registro sobre o cadastro de Edna Rosa foi encontrado no departamento regional de Franca. A assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto confirmou a existência do cadastro e do prontuário da paciente na unidade. Porém, para que ela realize uma nova consulta, o hospital orienta que ela procure uma unidade de atendimento do SUS em Franca. “Se a unidade não tiver condições de realizar esta avaliação, a própria unidade irá regular a paciente para o Hospital das Clínicas”, informou, sem comentar as dimensões das próteses.
 

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