A volta dos vereadores ao trabalho nesta terça-feira deve ser marcada pela discussão do projeto que prevê o aumento de 22% para os assessores comissionados. Assinado pela mesa diretora, o projeto muda o nível salarial em que a função está enquadrada. Atualmente, os assessores pertencem ao nível 21, cujo salário mensal é de R$ 2.836,70. Se a alteração for aprovada, passarão ao nível 22 com vencimento de R$ 3.459,32. Uma diferença de mais de R$ 620.
O mesmo projeto já foi apresentado no ano passado e aprovado por 11 votos. Mas não entrou em vigor. Agora, para atender a um pedido dos assessores, a mesa diretora, presidida por Marco Garcia (PPS), decidiu reapresentar o projeto, nos mesmos moldes do anterior. A proposta deve ser lida já nesta terça-feira. A votação será em duas sessões, prevista inicialmente para começar no dia 10.
Desde que a reapresentação foi divulgada, choveram críticas. A maior parte relacionada ao percentual de aumento proposto, muito maior do que o obtido por várias categorias.
Um dos vereadores que já manifestaram seu voto é Márcio do Flórida (PT). Em seu perfil nas redes sociais, ele se disse contra. “Externo a minha posição contrária ao Projeto que reajusta em 22% o salário dos assessores da Câmara Municipal.” Em nota, o presidente de seu partido, Marcial Ignácio da Silva, disse que “o projeto beneficia apenas os assessores em detrimento a todos os outros servidores municipais”.
Os assessores têm pressionado os vereadores para a aprovação. A justificativa é que utilizam seus recursos (carro e telefone particular) para realizar serviços da Câmara e não são reembolsados. Também dizem que tiveram de se adequar à exigência do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para terem curso superior, o que elevou os gastos com ensino.
Batismo de obra inexistente
Outro projeto polêmico é o apresentado pelo vereador Marco Garcia, que resolveu dar nome a uma obra inexistente. Ele apresentou um projeto para que o viaduto no cruzamento das avenidas Champagnat e Alonso y Alonso - que sequer começou a ser construído - receba o nome de Osvaldo Bernadini Coral, que foi agente fiscal. Ontem, o vereador afirmou que deve retirar o projeto.
Também estão na pauta a votação de dois vetos do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB): um que concede isenção de taxa de inscrição de concurso a quem doar sangue e outro que prevê o plantio de uma árvore na frente de cada novo lote.
‘Convocação-convite’
A assessoria do vereador Luiz Vergara (PSB) divulgou ontem que o parlamentar convocou a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, para prestar esclarecimentos sobre reclamações dos usuários da rede municipal. Rosane deve comparecer à Câmara no próximo dia 10.
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