A Prefeitura pediu mais dez dias de prazo para entregar a lista com os nomes dos médicos beneficiados pelo esquema das horas extras irregulares que vigorou na Secretaria Municipal de Saúde de 2006 até meados do ano passado. O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual. Em maio, um acordo foi assinado pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), admitindo a culpa e prevendo a realização de uma auditoria para apontar quem foram os envolvidos e quanto cada um teria recebido irregularmente.
O prazo para a entrega da lista seria 31 de dezembro, mas a Prefeitura pediu uma prorrogação até 31 de janeiro. Ontem, um novo pedido foi feito. Segundo o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges, responsável pelo caso, foi entregue apenas a lista envolvendo os profissionais com iniciais de A a G. “Para os demais, eu acatei o pedido de prazo de mais 10 dias.”
O promotor disse que ainda não analisou toda a documentação já entregue. “São muitos documentos, muitos detalhes. Ainda não tenho condições de dar qualquer informação.”
Na última sexta-feira, a secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, disse que começaria nesta semana a convocar os médicos para assinarem um acordo para devolução dos valores em forma de consultas.
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