Sócios do Águas do Vale reclamam de cobrança


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Frequentadores nadam em uma das piscinas do Parque Aquático Águas do Vale, que fica entre Rifaina e Sacramento: local passou por reformas
Frequentadores nadam em uma das piscinas do Parque Aquático Águas do Vale, que fica entre Rifaina e Sacramento: local passou por reformas
A cobrança de uma taxa de reativação do Parque Aquático Águas do Vale, localizado na divisa entre Rifaina e Sacramento (MG), tem gerado queixa de sócios do empreendimento na macrorregião de Franca. O motivo é que o valor de R$ 1,5 mil exigido para voltarem a utilizar o clube está sendo cobrado de sócios remidos, ou seja, aqueles que já quitaram o título e são desobrigados a pagar mensalidades.
 
As notificações aos sócios começaram a surgir no ano passado, logo após o local ser reativado. Por meio de cartas ou telefonemas, os ex-frequentadores foram comunicados das obras de recuperação do clube e, consequentemente, da existência da dívida. “Estão me ligando desde outubro cobrando a taxa e ainda falam que se não pagar irão enviar o nome para o SCPC. Não concordo, tenho o título remido e vou procurar os meus direitos”, disse a pespontadeira Ilza de Souza Cintra, 49. Segundo ela, a família tem o título há 25 anos e recentemente, quando os filhos foram até o clube, não conseguiram entrar. “Eles tiveram que pagar a entrada para poder passar o dia, mesmo tendo o título ouro”.
 
Para o aposentado Wagner Finotti, também sócio do Águas do Vale, a cobrança surgiu em janeiro deste ano e é considerada abusiva. Ele alega não ter sido consultado ou mesmo comunicado sobre a ocorrência da reunião onde se decidiu pela imposição da taxa. “Acho um descaso essa cobrança sem ao menos sermos avisados de qualquer reforma, pois achava que este clube nem existia mais, pois nunca frequentei”, disse a sócia Lidiane Santos dos Reis.
 
Além da cobrança, que os sócios consideram abusiva, eles se queixam também do abandono do clube e de não terem visto mudanças e as obras divulgadas pela atual administração. “Fui visitar o clube e ver as tais melhorias, posso dizer que foram mínimas”, comentou a sócia Edna Cruz no portal GCN.
 
O clube
A diretora do Águas do Vale, Amariluz Garcia Ferreira Silva, disse que as cobranças feitas aos sócios remidos estão previstas no estatuto do clube e foram aprovadas em assembleia divulgada por meio de edital. “Tudo o que estamos fazendo está de acordo com a lei. A convocação para a assembleia ocorreu por meio de edital publicado em jornal, conforme prevê o estatuto”.
 
Amariluz explicou que toda a verba arrecadada por meio do pagamento da taxa será revertida para as obras de melhorias e ampliação do clube, caso contrário seu funcionamento se tornará inviável. “Estamos fazendo aos poucos, mas para darmos andamento às obras, precisamos receber. Temos que cumprir as exigências feitas pelos Bombeiros, recuperar parte elétrica, rede de esgoto, bombas e consertar vazamentos”.
 
A diretora Amariluz disse ainda que reconhece as críticas dos sócios porém alerta que nem todas as cobranças estão partindo do clube. “Há pessoas usando de má fé o nome do Águas do Vale, é preciso antes se certificar da cobrança. Só temos uma empresa autorizada a fazer esse trabalho”.

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