Franca Shopping esvazia uma semana depois de confusões


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Vista interna de corredor do Franca Shopping na sexta-feira
Vista interna de corredor do Franca Shopping na sexta-feira
Muita segurança, corredores vazios e poucos visitantes. Assim estava o Franca Shopping na última sexta-feira, uma semana depois de confusões e correrias causadas por um “rolezinho”, que assustou lojistas e frequentadores. 
 
Mesmo sendo improvável que a prática fosse se repetir pela segunda vez seguida em duas semanas, a reportagem do Comércio ficou no interior do shopping das 10h30 às 22h15.
 
Já na chegada, a entrada principal estava guardada por seguranças contratados pela administração, que montavam guarda tanto no acesso dos carros quanto no destinado à passagem de pedestres. 
 
Nas portas que dão para o interior do shopping, mais seguranças estavam postados. Nesses pontos, havia uma espécie de corredor de passagem obrigatório, delimitado por correntes. Ao contrário de outros dias, apenas uma porta de vidro, das quatro existentes em cada entrada, permaneceu aberta o tempo todo.
 
Por volta das 20h30, uma cena inusitada chamou a atenção de quem estava na praça de alimentação, que até o horário de fechamento das lojas não superou 50% de sua ocupação. Policiais militares, em grupos, estavam rondando corredores e acessos falando o tempo todo em seus rádios de comunicação.
 
Do lado de fora do prédio, ao menos 10 carros da PM, em diferentes momentos puderam ser contados.
 
O trânsito de policiais armados até mesmo na área do parque infantil dividiu opiniões. Para um empresário de Campinas que estava com a família visitando o local, a presença ostensiva da polícia pode coibir tentativas de organização dos grupos que estão promovendo os rolezinhos.
 
Já para a dona de casa, Maria Ermelinda Galppi Rocha, 55, o policiamento, sobretudo em lugares onde a maioria é de crianças e adolescentes, intimida os frequentadores. Ela, no entanto, concorda que a ação dos jovens que estão promovendo os rolezinhos e a bagunça também está tirando a tranquilidade do lugar. “Deve ser por isso que está vazio desse jeito em plena noite de sexta-feira”, opinou ela.
 
Duas funcionárias de lojas diferentes relataram que os lojistas e trabalhadores estão preocupados com os recentes eventos. “Nós começamos a semana bem, mas conforme vão passando os dias e chegando a sexta-feira já ficamos apreensivos com a possibilidade de tumultos”, disse uma delas, gerente de uma loja de confecções. 
 
Informada de que cinco jovens foram impedidos de entrar no Franca Shopping por volta das 21 horas, a reportagem procurou o responsável pela segurança, mas não conseguiu saber de quem se tratava nem mesmo se a entrada do grupo foi realmente frustrada e quais as razões.
 
Por telefone e email, a assessoria de imprensa do Franca Shopping disse as ações de segurança continuarão por tempo indeterminado e que a percepção de público menor pode estar ligada à ausência dos grupos de jovens que frequentam o local. A assessoria ainda confirmou que grupos estão sendo barrados nas entradas do shopping, sendo que a administração está amparada pela Justiça (interdito proibitório) - em caráter de liminar - para evitar aglomerações. 
 
Com relação as portas das lojas que têm acesso pelos estacionamentos, elas continuarão mantidas fechadas como parte da estratégia de segurança.

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