O jovem time de futebol júnior do Botafogo, da vizinha Ribeirão Preto, vice-campeão do Estado, conta com o goleiro revelação (Tales), além do zagueiro Gabriel, nascidos e residentes em Franca. Além desses, vários outros jogadores por aqui passaram e, não tendo o necessário respaldo, foram obrigados a buscar outras agremiações. Isso demonstra a falta de interesse com a chamada base de um time, para resultados futuros e não apenas como costuma acontecer por aqui, onde buscam o imediatismo, como volta a ocorrer com a Francana. Quando fui vereador, na época em que foi escrita e aprovada a Lei Orgânica do Município, fiz questão de inserir no capítulo de esportes, como prioridade, a instalação de um centro de formação de atletas, visando a revelação de valores e sua manutenção na cidade, mas até hoje, ninguém nas administrações municipais e muito menos da Francana, importou-se com a proposta. Tivemos raras exceções individuais no atletismo, e agora no voleibol feminino, com o professor Paulo Silveira. Se pensassem a médio e longo prazo no futebol, poderíamos ter agradáveis revelações, formando uma base para o time principal da cidade. E mais ainda: Com uma possível venda de um deles, garantiria recursos para a equipe principal. Falta a disposição que temos no basquete, graças ao que foi plantado há meio século, e que por essa razão tornou-se um celeiro de atletas e referência para os que sonham se projetar nesse esporte. Enquanto isso não for colocado em prática no futebol, a cidade vai ver suas promessas irem embora e Franca sem um time que o torcedor sonha e merece.
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