Advogado nega gangue de ‘playboys’: ‘Teve comoção em razão do sobrenome’


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O advogado Willian Tristão, que defende o estudante Leonardo Engler Pugliesi, 22, falou ontem sobre a soltura de seu cliente
O advogado Willian Tristão, que defende o estudante Leonardo Engler Pugliesi, 22, falou ontem sobre a soltura de seu cliente
O advogado Willian Tristão, que defende o estudante Leonardo Engler Pugliesi, 22, acusado pela Polícia Civil de Franca de liderar a quadrilha que fez um arrastão em imóveis de alto padrão no feriado da Páscoa de 2011, falou pela primeira vez sobre o caso ontem. Ele explicou os motivos pelos quais o seu cliente foi colocado em liberdade mesmo tendo condenações e respondendo a processos. Disse que Leonardo foi absolvido em seis casos e negou que ele seja integrante da gangue de “playboys”. “Teve uma comoção mais em razão do sobrenome do meu cliente, que é sobrinho do Roberto Engler, nosso deputado.”
 
Tristão confirmou que Leonardo responde a 13 processos, sendo 11 por furto, 1 por receptação e outro por tráfico, no qual foi condenado a dez anos e quatro meses de cadeia. Tem três condenações por furto. O advogado disse que o cliente foi solto por ter obtido duas decisões favoráveis. “O Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus no processo do tráfico. O outro benefício, concedido pela Vara de Execuções de Marília, é referente a um furto, no qual foi condenado a dois anos. Cumpriu um sexto da pena e teve a progressão de regime.”
 
O advogado disse que em seis processos, Leonardo foi absolvido ou conseguiu reverter condenação de primeira instância no TJ. “O restante dos processos está com grau de recurso com grande probabilidade de mais absolvições. Não há nada que mostre meu cliente entrando nas residências. Ele nunca foi visto com entorpecente, vendendo drogas, ocultando droga ou algo parecido.”
 
A prisão dos jovens, em 2011, teve repercussão nacional. O Fantástico, da Globo, dedicou cinco minutos para falar do caso em maio daquele ano. Entrevistado pela emissora, o delegado Márcio Murari, que conduziu as investigações, disse não ter dúvidas de que Leonardo seria o chefe da quadrilha. “Tudo para ele é uma grande aventura. Parece até que está participando de um grande filme. Ele me disse que sairia em breve da cadeia para recuperar o tempo perdido.”
 
 

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