Sapateiro atropela pedestre, é jogado em árvore e morre


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A moto foi arremessada à direita, distante cerca de dez metros do ponto em que Antônio Hipólito de Souza, 57, ficou caído
A moto foi arremessada à direita, distante cerca de dez metros do ponto em que Antônio Hipólito de Souza, 57, ficou caído
O sapateiro Antônio Hipólito de Souza, que morava no Jardim Luiza I, morreu vítima de acidente de trânsito no fim da tarde de ontem. Ele seguia do trabalho para casa pilotando uma moto, quando atropelou um pedestre e foi jogado contra uma árvore. A morte foi instantânea. Antônio havia completado 57 anos no último dia 26, segunda-feira. O atropelado foi levado pela unidade de resgate para a Santa Casa.
 
O acidente aconteceu às 17h20 na avenida Willian Azzuz, perto de uma quadra de esportes, no bairro Santa Terezinha. Funcionário da fábrica de calçados Ferricelli, Antônio estava indo para casa. O fluxo de veículos era intenso na via por causa do horário de pico. De repente, um homem surgiu na sua frente. O impacto, a cerca de um metro da calçada, foi violento. “Após o atropelamento, o motoqueiro perdeu o controle e foi jogado contra uma árvore. É possível que este segundo impacto tenha provocado a morte. A árvore ficou bastante danificada”, disse o cabo Pessoa, da Polícia Militar. 
 
A moto foi arremessada à direita, distante cerca de dez metros do ponto em que a vítima ficou caída. Uma placa de trânsito na calçada, bem em frente, alerta que a velocidade máxima na pista é de 60 quilômetros por hora. 
 
Com ferimentos na face e cabeça, o sapateiro não teve a menor chance de sobreviver e morreu na hora. Parentes chegaram em pouco minutos ao local e se desesperaram ao ver o corpo caído na calçada. “Coitado. Havia trabalhado o dia inteiro e estava indo para casa descansar. Agora, nunca mais vai chegar. Nem sei como vamos dar a notícia para a mulher dele”, disse um concunhado.
 
A vítima do atropelamento foi Jean Carlos de Jesus Dutra, 28, morador do City Petrópolis. Populares disseram que ele seria usuário de drogas e que tem o hábito de ficar perambulando pelas proximidades. Com ferimentos por todo o corpo, ele foi socorrido e levado para o hospital. Até o fechamento desta edição, ele passava por atendimento médico.
 
Os investigadores Dênis Sérgio e Wilson Araújo, do 5º Distrito Policial, e peritos da Polícia Científica estiveram no local e coletaram informações para tentar esclarecer as causas do acidente.
 
Antônio Hipólito era casado e pai de dois filhos. O corpo dele está na sala 5 do Velório São Vicente de Paulo e será sepultado hoje, às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco.

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