Polícia Civil pede prisão de corretor; prejuízo causado é de R$ 100 mil


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Desde que as denúncias contra o corretor se tornaram públicas, a imobiliária em que ele trabalhava, no Centro, está fechada
Desde que as denúncias contra o corretor se tornaram públicas, a imobiliária em que ele trabalhava, no Centro, está fechada
A Polícia Civil pediu a prisão temporária do corretor de imóveis Nilto Alves Borges, proprietário da ACI Assessoria. Ele é acusado de se apropriar do dinheiro que pegava de clientes com a promessa de repassar para os bancos financiadores ou proprietários de imóveis à venda. Até a tarde de ontem, 13 pessoas haviam procurado o 1º Distrito Policial, para prestar queixa. O prejuízo causado é próximo de R$ 100 mil. O golpista tem condenação por crime semelhante ocorrido em São Carlos.
 
Até o começo deste ano, Nilto mantinha uma imobiliária na rua Couto Magalhães, no Centro. A empresa tem um site de boa qualidade na internet em que afirma prestar serviço especializado e completo de consultoria e assessoria para instituições financeiras, construtoras, incorporadoras, empresas e particulares. Bom de conversa, o corretor credenciado pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) não teve dificuldades para atrair clientes. 
 
Após conquistar a confiança das pessoas que sonhavam com a casa própria, ele pedia o adiantamento de quantias, que variavam de R$ 500 a R$ 25 mil, para dar como entrada em financiadoras. “O corretor sempre tinha o mesmo modo de agir. Ele recebia o dinheiro com promessa de repassar aos bancos ou donos de imóveis, mas embolsava as quantias, nada fazia e as vítimas ficavam no prejuízo”, disse o delegado Pedro Luiz Dallaqua.
 
A maior parte dos golpes foi aplicada no segundo semestre de 2014 e começou a ser descoberta no começo deste ano, quando vítimas procuraram os bancos em busca de informações sobre a liberação de financiamentos e ficaram sabendo que nenhuma documentação, muito menos dinheiro, havia dado entrada.
 
Uma das vítimas é o instalador de som AAG, 26, que acreditava ter comprado um imóvel no Jardim Luiza do corretor. O golpista pediu que a vítima pagasse R$ 23 mil de entrada, alegando que o dinheiro seria repassado ao proprietário da casa. O valor foi pago em duas parcelas. Ele conheceu o dono do imóvel há duas semanas e descobriu que havia caído em um golpe.
 
Com a divulgação do caso, o número de vítimas foi aumentando a cada dia e 13 pessoas procuraram a polícia contando a mesma história. Antes, o corretor Nilto já havia fechado a imobiliária, desligado os telefones e sumido. A mulher dele foi à delegacia e disse aos policiais que o marido fugiu de Franca. 
 
Ontem, a polícia acionou a Justiça. “Ele foi procurado em todos os endereços que a gente conhecia. Como está foragido em local incerto, ingressamos com o pedido de prisão. Se o mandado for expedito, ficará mais fácil a captura, pois a eventual ordem de prisão será transmitida para todas as unidades policiais do Estado para que fiquem vigilantes quanto à prisão dele”, disse o delegado. 
 
Informações sobre o corretor podem ser passadas para o telefone (16) 3722-2011.
 

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