Francanos contabilizam prejuízos após tempestade de segunda-feira


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O muro de arrimo no fundo da residência da dona de casa Vanessa Gonçalves veio ao chão e o imóvel foi invadido por um lamaçal
O muro de arrimo no fundo da residência da dona de casa Vanessa Gonçalves veio ao chão e o imóvel foi invadido por um lamaçal
A terça-feira do camelô Manuel Leal, 57, foi marcada por reparos na residência e contabilização de prejuízos. A casa dele, localizada no Aeroporto IV, sofreu diversos danos causados pelo temporal que atingiu Franca na última segunda-feira, 25. Assim como Manuel, diversos outros francanos, lojistas do Franca Shopping e autoridades passaram o dia de ontem tentando consertar os estragos deixados pela forte chuva.
 
A casa simples de Manuel Leal, que fica na rua Homero Lima, ainda tem cômodos em construção. Algumas paredes estão apenas no reboco, outras nem o acabamento possui. Os corredores externos e a garagem da residência são de chão batido. Ele estima que cerca de 30 telhas onduladas foram levadas pelas rajadas de vento que atingiram a casa durante o temporal. Uma parede do imóvel caiu e o vidro da janela do banheiro também foi levado pelo vendaval.
 
A chuva também atingiu o interior da casa de Manuel e molhou móveis e eletrodomésticos. A televisão não está funcionando e para dormir o camelô e os dois filhos tiveram que improvisar. “Colocamos lona nos colchões molhados para poder dormir”, disse. Ontem, Manuel passou o dia tentando arrumar ao menos o telhado da casa. 
 
A dona de casa Vanessa Gonçalves dos Santos, 32, foi outra moradora do Aeroporto que teve prejuízos com a chuva da última segunda. O muro de arrimo que fica nos fundo de sua residência cedeu e a casa foi tomada pela lama. “Meu filho e eu ficamos desesperados e subimos na mesa e no sofá. Ontem os vizinhos ajudaram a limpar e a Prefeitura interditou a casa. Devo ir hoje para a casa da minha mãe”, disse.
 
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, que também é responsável pela Defesa Civil do município, disse que diversos imóveis foram interditados ontem, mas não foi necessário improvisar alojamento para os cidadãos com casas comprometidas. “Se um número significativo de famílias não tivesse para onde ir teríamos que colocar as pessoas em escolas, por exemplo, mas não foi preciso”. 
 
A secretária de Ação Social, Gislaine Peres, informou por e-mail que “o senhor Manuel Leal, bem como as demais famílias que tiveram suas casas danificadas pelas chuvas de ontem, já estão em acompanhamento. Os recursos disponibilizados pela Secretaria de Ação Social são indicados pelos profissionais que estão acompanhando os casos”.
 
Mais estragos
Funcionários da Prefeitura trabalharam ontem para reparar parte da parede interna do córrego dos Bagres, perto do viaduto da rua General Teles, cujo concreto foi levado pela enxurrada. Segundo Buranelli, o viaduto não ficou comprometido com o estrago. “Estamos tentando recuperar o trecho. Vamos refazer o que a água arrancou, mas não há riscos para o viaduto”.
 
Outras conseqüências da chuva, como árvores arrancadas e buracos nas ruas, eram vistas por toda a cidade. No Franca Shopping, a Renner, onde uma parte do teto caiu, e o Galo Branco abriram as portas, mas a Tim e a Projetium ficaram fechadas. “Choveu” nos quatro estabelecimentos. “Os donos da loja levaram um monte de peças molhadas embora. Nós estamos tentando secar outras e organizar a bagunça. O shopping garantiu que podíamos abrir normal hoje, mas só tamparam o buraco do teto com papel. Não vi eles fazendo mais nada. E se chover de novo?”, indagou uma vendedora, que pediu para não ter o nome divulgado.
 
A assessoria de imprensa do shopping informou que “durante toda a madrugada, a equipe de manutenção prestou todo o auxílio necessário para a reabertura das lojas e o prejuízo, ainda não calculado, será ressarcido pelo seguro das lojas”.

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