Um aposentado de 75 anos foi detido pelos investigadores da DIG ontem à tarde. Após receberem denúncia anônima, os policiais foram até o cruzamento da avenida Brasil com a rua Pará, onde ele tem o hábito de vender botinas. Mas, os calçados, não eram o produto a ser buscado. O idoso também estava vendendo comprimidos de Pramil, uma versão barata, paraguaia e proibida do Viagra. A comercialização do medicamento, usado para melhorar o desempenho sexual, não é permitida no Brasil.
Os policiais apreenderam com o aposentado três pacotes de cigarros do Paraguai e 102 comprimidos de Pramil. Ele foi levado para a sede da DIG e indiciado por crime contra a saúde pública. “O medicamento entra de maneira ilegal no país, não tem qualquer tipo de registro na Anvisa e não pode ser vendido no Brasil. O artigo 273 define a venda como crime hediondo e a pena vai de 10 a 15 anos de reclusão”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
Antes de começar a vender o Viagra paraguaio, o aposentado fez um “test drive” do produto. Como gostou, resolveu vender para ajudar na renda familiar. Entregava três unidades por R$ 10. “Faz efeito mesmo. Eu tomei. Para mim, foi bom.”
Há cerca de cinco, seis meses, ele decidiu oferecer os produtos para os clientes. Disse que não sabia que estava cometendo crime. “O rapaz passou lá, falou que não era proibido e deixou essa bomba na minha mão.” Como será necessária a realização de exame pericial no medicamento, ele foi formalmente indiciado e aguardará em liberdade o trâmite do inquérito policial. “Ele pode ser preso e condenado”, disse o delegado.
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