Um traficante de 41 anos, apontado pela Polícia Civil como o líder do PCC em Franca, foi condenado a 10 anos de reclusão por integrar e liderar organização criminosa armada na cidade. Responsável pelas investigações que levaram à prisão do criminoso, o delegado Leopoldo Gomes Novais informou que a sentença é inédita na Comarca. O bandido é acusado de chefiar o “tribunal do crime” e estaria se preparando para assaltar conhecido empresário, quando foi preso durante a operação “Xeque-Mate” deflagrada em maio passado.
Com uma vasta ficha criminal, ECPL (a polícia só divulgou as iniciais do nome) possui antecedentes por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, roubo, furto e porte ilegal de armas. Em janeiro de 2014, ele deixou a cadeia e, segundo a polícia, assumiu a liderança da facção em Franca e cidades da região. Seria o responsável pela venda das drogas, recebimento de mensalidades de integrantes do grupo fora da cadeia e mediador de conflitos entre os membros.
Após meses de monitoramento, a equipe do 3º DP, coordenada pelo delegado Leopoldo e formada pelos investigadores Ademar Tavares, Kauzio de Andrade e Diego Del Rio, em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), realizou a operação Xeque-Mate, em maio do ano passado, e conseguiu prender o acusado. Com ele, foram apreendidos os telefones celulares interceptados, cartas relacionadas ao PCC, veículo utilizado para o transporte de drogas e dinheiro oriundo do tráfico.
De acordo com a acusação, por meio de escutas telefônicas, comprovou-se que ECPL integrava e liderava o PCC na região de Franca. “O escopo principal da facção é praticar e assegurar a seus integrantes a prática de crimes graves, cujas penas máximas são superiores a quatro anos, conforme ficou nítido o engajamento para tráfico e associação ao tráfico de drogas e execução de crime de roubo”, disse Leopoldo Novais. Segundo o delegado, o grupo mostrava-se formalmente organizado e estruturalmente ordenado, de modo a estabelecer forte hierarquia e divisão de tarefas e funções, inclusive, para sua manutenção e sustentação financeira e também para proporcionar vantagens a seus integrantes.
Com o início do processo, o Gaeco apresentou acusação contra o acusado. A sentença acaba de ser aplicada. “Após batalha na fase judicial, com a oitiva de testemunhas e juntada de todas as provas materiais aos autos, o Juízo de nossa Comarca sentenciou o acusado em 10 anos de reclusão”, concluiu o delegado. Devido à periculosidade, a Justiça negou a ECPL o direito de recorrer em liberdade.
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