Saúde financeira


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É comum ouvir de especialistas e de casais, que dinheiro — ou a falta dele — sempre motiva divórcios e separações. Não tenho como afirmar isso, mas defendo que saúde financeira gera vida feliz, independentemente do estado civil da pessoa. 
 
Não existem formas prontas para o relacionamentos de um casal, mas um fator é essencial e tem que ser pauta de muitas conversas: falar sobre dinheiro. Continua  tabu de muitos casamentos, e precisa ser derrubado o quanto antes.
 
O casal tem que sentar para definir como gerir contas, colocar na ponta do lápis ou em planilha as despesas comuns os gastos certos de todo mês, prestações do cartão de crédito, financiamento de bens maiores (geladeira, televisão, carro, casa etc.), possibilidade de poupança e preços de coisas não essenciais, como viagens e presentes.
 
Depois de relacionar as despesas, o casal deve inscrever os salários para determinar qual a contribuição de cada um para as contas, seja em valores brutos ou percentual. No caso de profissionais liberais, pode variar de mês em mês, mas o planejamento conjunto e o diálogo também podem evitar surpresas desagradáveis e, consequentemente, brigas.
 
Outra discussão é a opção por conta e cartão de crédito conjuntos. A dica é semelhante: é necessária conversar para definir se a melhor alternativa é conta para os dois ou contas individuais e outra para o casal. Não há regra, mas é necessário saber quão desconfortáveis o casal se sente ao compartilhar informações sobre seus gastos. 
 
Contar com a ajuda e a confiança do parceiro, abrir mão de gastos desnecessários, dividir despesas de forma justa e, acima de tudo, conversar é garantia de orçamento planejado e, ao menos do ponto de vista financeiro, vida saudável ao casal.
 
Dora Ramos
Educadora financeira e especialista em contabilidade e controladoria

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