Encontros e raridades: a saga do colecionador


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O Estado de São Paulo tem grandes encontros dedicados ao carro de origem alemã, mas é em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul onde estão os maiores colecionadores, os veículos em melhores condições de conservação e também os maiores mercados de peças e acessórios.
 
Em Pomerode, cidade de colonização alemã, no Noroeste catarinense, o encontro anual, que é um dos mais disputados nacionalmente, reúne gente do Brasil inteiro e de outros países. As chances de ir até lá ou nas cidades da região e encontrar um Fusca bem conservado são grandes. Isso, obviamente, não vale para o exemplar do carro que tem o vidro bipartido na traseira. Fabricado nos anos 1950, pode chegar a R$ 100 mil
 
A atração, como disse o vendedor Tarcísio, não tem explicação. Ou como citou Júlia, o fascínio exercido até sobre as crianças nas cidades onde vão passear é a recompensa para quem passou horas visitando sites, conversando com estranhos, procurando peças que são cada vez mais raras, polindo, cuidando, até que as primeiras neuroses de encontrar riscos na lataria cedam à ideia de que é só um carro e não um ente divino.
 
Para Hernandes, que confessou passar boa parte do dia tratando de assuntos relacionados ao clube de Franca, as férias e viagens são quase todas planejadas em função de encontros e passeios que envolvam encontros e passeios de Fusca. “Muitos acabam vivendo em função disso. É um trabalho não remunerado e aquilo que você ganha é o convívio com as pessoas, as amizades, a confraternização.”
 
Além de eventos em janeiro, o Volks Club de Franca participa, no mês que vem, do encontro realizado em Ribeirão Preto pelo California Volks e no mês seguinte de novo evento, em frente ao Museu Casa de Portinari, em Brodowski.

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