A morte, por fuzilamento, do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira causou comoção no povo brasileiro, que não está acostumado com pena tão severa como essa da Indonésia, que o condenou por tráfico de droga. A presidente Dilma chegou a falar por telefone com o mais alto mandatário daquele país, mas não conseguiu sensibilizá-lo. Lá, como em outros países, as leis são levadas mais a sério, o que não acontece muito por aqui, onde sempre se arruma um jeitinho de acomodar as coisas. Concordamos que a pena de morte é exagerada, mas é a lei que eles implantaram e não tem apelação. Ele sabia disso quando tentou ganhar uma grande quantia em dinheiro ao se arriscar. Aqui não temos pena de morte oficializada, mas assistimos, diariamente, a várias execuções, através da violência que impera nas ruas. Basta acompanhar o noticiário das rádios ou as reportagens na televisão para ver mães, esposas, filhos, demais parentes e amigos chorando a morte de seus companheiros e chefes de família, e clamando por mudança nas leis. Aqui também, mesmo sem reagir, não adianta apelar aos bandidos para não ser executado. Causa mais revolta ainda ver o cinismo e a petulância dos ladrões e sequestradores quando são detidos, como que sabendo que dificilmente vão ser penalizados duramente. Sem falar nas pessoas que morrem por falta de assistência, já que o dinheiro necessário é desviado para o bolso dos bandidos de colarinho branco. Essa mudança é que o povo precisa exigir nas ruas. Acabar com a impunidade e botar um pouco de medo na bandidagem.
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