SP atrasa distribuição de remédios em cidades da região


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Maycon Ribeiro e Cássia Maria Guimarães, diretora de Saúde de Restinga, que enfrenta a falta de uma lista de medicamentos
Maycon Ribeiro e Cássia Maria Guimarães, diretora de Saúde de Restinga, que enfrenta a falta de uma lista de medicamentos
A falta de medicamentos repassados pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa Dose Certa, tem preocupado ao menos duas cidades da região de Franca. De acordo com as Diretorias de Saúde de Restinga e Ribeirão Corrente, o envio dos medicamentos de atenção básica para as farmácias municipais não ocorre há mais de um mês e não se tem previsão de quando será realizado.
 
Distribuídos por meio de remessas efetuadas a cada três meses, as duas cidades receberam a última entrega em setembro do ano passado e, até ontem, 23, aguardavam o repasse referente ao mês de dezembro. “Estamos esperando. Anteriormente o prazo dado tinha sido o dia 20 de dezembro, depois falaram que enviariam até o dia 19 deste mês, porém até agora não chegou”, disse a diretora de Saúde de Restinga, Cássia Maria Guimarães.
 
Entre os medicamentos em falta nas unidades estão o carbamazepina, haloperidol, hidroclorotiazida, amoxicilina, bactrim, metronidazol e até dipirona. “São mais de dez tipos entre antibióticos e os de uso controlado e, como os pacientes não podem esperar e muitos não têm condições de comprar, a Prefeitura está assumindo a compra, gerando um gasto extra”, disse a diretora.
 
Ribeirão Corrente
Na vizinha Ribeirão Corrente, o problema se repete. Segundo o diretor de Saúde da cidade, Rodrigo de Alcântara Oliveira, o atraso provoca déficit no orçamento do município e é preciso adotar critérios sociais para oferecer medicamentos aos mais necessitados. “Temos comprado alguns, principalmente os controlados e aqueles mais urgentes”.
 
No final do ano passado, Oliveira disse que chegou a escalar funcionários para aguardar a entrega dos medicamentos, conforme agendamento anterior, porém ela não foi feita. Ele também relatou, que antes do atraso na distribuição, a grade de medicamentos entregue era insuficiente para suprir a demanda dos três meses. “Não conseguimos completar os três meses com os medicamentos. Ocorre falta em praticamente 75% da grade e sempre temos que repor”.
 
A Furp (Fundação para o Remédio Popular), que funciona como o laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo e é responsável pela distribuição dos medicamentos do Programa Dose Certa às cidades contempladas, foi procurada ontem, mas não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem.
 

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